A vereadora Maysa Leão esteve na UPA Morada do Ouro no dia 2 de julho e denunciou, em vídeo e nas redes sociais, as condições alarmantes enfrentadas por pacientes e profissionais de saúde dentro da unidade. Segundo ela, apesar das imagens da recepção vazia divulgadas pela Prefeitura, a realidade dentro do prédio é outra: caos, superlotação e desrespeito à dignidade humana.
Fiscalização revela cenário crítico
Maysa afirmou que pacientes, inclusive idosos, estão internados por dias em cadeiras de medicação por falta de leitos. Sem acesso a banheiros e com infraestrutura danificada, muitos enfrentam dores, falta de alimentação adequada e insumos básicos. “Não sou contra o prefeito. Sou contra as UPAs lotadas e a falta de dignidade para pacientes e profissionais trabalharem”, declarou.
Pacientes em estado grave aguardam solução
A vereadora destacou o caso de dona Maria, de 57 anos, cega e com diabetes, que está há oito dias internada com uma ferida grave e corre risco de amputação por falta de atendimento especializado. Outro caso citado foi o de dona Irene, com suspeita de câncer de colo de útero em estágio avançado, aguardando vaga no hospital de referência sem acesso a exames que confirmem o diagnóstico.
Infraestrutura precária e sofrimento contínuo
Maysa descreveu cadeiras quebradas, acompanhantes dormindo em caixas de papelão e ausência de suporte mínimo. Muitos esperam exames por mais de 15 dias, enquanto o laboratório interno não funciona. A alimentação é improvisada pela própria coordenação da unidade para pacientes que deveriam permanecer no local por poucas horas, mas ficam por dias.
Apelo por soluções urgentes
A vereadora cobrou responsabilidade da Prefeitura e reforçou a gravidade da situação. “As pessoas estão literalmente morrendo à espera de diagnóstico. Isso é inaceitável”, afirmou. A denúncia repercutiu entre munícipes e nas redes sociais, reacendendo o debate sobre a precariedade na saúde pública de Cuiabá.
Perguntas e Respostas
A fiscalização foi motivada por diversas denúncias de munícipes sobre superlotação, falta de insumos e atendimento precário. Maysa atendeu aos pedidos da população e foi até o local verificar a situação presencialmente.
A vereadora encontrou pacientes internados em cadeiras por falta de leitos, demora de até 15 horas na entrega de exames, falta de medicamentos, insumos básicos e infraestrutura precária. Também destacou casos de pacientes graves sem acesso a exames ou vagas hospitalares.
Até o momento, a gestão municipal divulgou imagens da recepção da UPA vazia como resposta à fiscalização. No entanto, Maysa afirmou que, porta adentro, os pacientes enfrentam superlotação, dor e desassistência. Ela reiterou que não se opõe ao prefeito, mas sim às condições indignas nas unidades de saúde.
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