Mato Grosso envia órgãos para outros estados enquanto fila local ultrapassa 2 mil pacientes, alerta deputado; veja vídeo

Mato Grosso envia órgãos para outros estados enquanto fila local ultrapassa 2 mil pacientes, alerta deputado; veja vídeo

A falta de uma política estruturada de transplantes voltou ao centro do debate público após o deputado Dr. João cobrar medidas urgentes para resolver o problema em Mato Grosso. O parlamentar afirmou que o estado continua exportando rins para outros centros médicos do país, mesmo diante de uma fila que ultrapassa 2 mil pessoas à espera de um transplante. A denúncia reacende discussões sobre capacidade hospitalar, gestão pública e desigualdades no acesso ao tratamento renal.

Exportação de órgãos revela falha estrutural no sistema de saúde

Durante a sessão, o deputado destacou que Mato Grosso remete órgãos para outros estados porque não possui equipes habilitadas para realizar cirurgias complexas. Apenas as córneas permanecem no estado para transplante. A falta de preparação técnica impede que pacientes locais sejam beneficiados pelos órgãos doados dentro do próprio território.

A situação causa estranhamento porque o estado possui estrutura hospitalar extensa, mas não consolidou um programa permanente de transplantes. “Nós exportamos rins enquanto nossa fila cresce”, disse o parlamentar ao cobrar respostas imediatas da Secretaria de Saúde.

Pacientes percorrem até 500 km para acessar hemodiálise

O alerta se torna mais grave quando considerado o impacto na rotina dos pacientes renais. Dr. João informou que muitos percorrem distâncias de até 500 quilômetros para realizar hemodiálise, três vezes por semana. Esse deslocamento constante afeta diretamente a qualidade de vida e aumenta o risco de complicações.

Em regiões mais distantes, a viagem é feita em transporte compartilhado ou vans disponibilizados pelas prefeituras, o que prolonga ainda mais o tempo de deslocamento. Para especialistas, essa condição demonstra falhas no planejamento regional de saúde e evidencia a dificuldade de interiorização de serviços essenciais.

Inauguração do novo Hospital Central não resolve o impasse

Mesmo com a inauguração do novo Hospital Central no dia 19, Mato Grosso ainda não realiza transplantes de rins, fígado ou coração. O deputado ressalta que o avanço na infraestrutura precisa vir acompanhado de credenciamento federal e qualificação de equipes multidisciplinares.

Sem esses requisitos, os órgãos continuarão sendo enviados a outros estados, e a fila seguirá aumentando. Para Dr. João, o governo deve priorizar o básico: garantir que os cidadãos sejam atendidos dentro do próprio estado.

Perguntas frequentes:

Por que MT não realiza transplantes?
Falta equipe especializada, logística adequada e credenciamento no Sistema Nacional de Transplantes.

Quem mais sofre com o problema?
Pacientes renais que dependem de hemodiálise frequente e percorrem longas distâncias.

O novo Hospital Central muda essa realidade?
Ainda não. A inauguração não garante transplantes sem estrutura técnica e certificação específica.

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