Na tarde deste sábado, (07/09), milhares de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ocuparam a Avenida Paulista, em São Paulo, durante o Dia da Independência, para protestar contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O principal objetivo da manifestação foi exigir o impeachment do ministro, que, segundo os manifestantes, tem agido de forma autoritária. Nesse contexto, a manifestação serviu como um palco para expor descontentamentos e reforçar a insatisfação com decisões recentes do magistrado.
Manifestações contra Moraes ganham força
De forma geral, os manifestantes criticaram fortemente Alexandre de Moraes, especialmente por sua condução dos inquéritos sobre fake news e os atos antidemocráticos de 8 de janeiro. Nessa data, bolsonaristas invadiram as sedes dos Três Poderes, e Moraes ficou encarregado de muitas das investigações que se seguiram. Assim, os apoiadores de Bolsonaro enxergam no ministro uma figura autoritária, responsável por decisões que, segundo eles, ferem a liberdade de expressão e perseguem opositores.
Mesmo após passar por cuidados médicos no início do dia, Bolsonaro fez questão de comparecer ao ato e qualificou Moraes como um “ditador”. Ele ressaltou que o protesto buscava “desafiar o sistema” e cobrar justiça para os apoiadores que foram presos. Nesse sentido, cartazes e gritos durante a manifestação deixaram evidente a insatisfação dos bolsonaristas com as decisões de Moraes.
Participação de políticos e líderes religiosos
Além de Bolsonaro, diversas figuras do cenário bolsonarista participaram do ato, incluindo o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o pastor Silas Malafaia. Eduardo iniciou os discursos com um forte apelo pelo impeachment de Moraes, além de pedir a anistia dos presos envolvidos nos atos antidemocráticos. Por outro lado, Malafaia enfatizou que vê as ações de Moraes como uma ameaça séria à democracia, reforçando assim o apoio de líderes políticos e religiosos ao movimento.
O senador Magno Malta e o deputado Mario Frias participaram do ato, fortalecendo a resistência contra o STF e defendendo a libertação dos presos políticos. Esse apoio reforçou a ideia de que o movimento busca uma mudança política significativa.
Pressão sobre o senado e outras exigências
Durante a manifestação, os participantes não se limitaram apenas ao pedido de impeachment de Moraes. Eles também pressionaram o Senado a dar andamento ao processo. Rodrigo Pacheco, presidente do Senado, decidirá o futuro do pedido de impeachment e afirmou que não cederá à pressão popular para influenciar sua decisão.
Os manifestantes exigiram anistia para os presos de 8 de janeiro, reforçando que as prisões possuem motivação política e são resultado de perseguição judicial. Essa demanda ecoa a narrativa de que os envolvidos seriam vítimas de uma perseguição judicial injusta.
Suspensão do Twitter no Brasil também criticada
Manifestantes destacaram a decisão de Alexandre de Moraes, que suspendeu a rede social X no Brasil, como um exemplo de repressão à liberdade de expressão. Moraes ordenou a suspensão da plataforma após a empresa, pertencente ao bilionário Elon Musk, descumprir diversas ordens judiciais. Diversos manifestantes exibiram cartazes em apoio a Musk e pediram sua intervenção para combater a “censura” no Brasil. Eles associaram as ações do ministro à repressão da liberdade de expressão.

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