O diretor de futebol do Flamengo, José Boto, abriu o jogo sobre os bastidores da partida cancelada contra o Independiente Medellín, pela Libertadores. O dirigente afirmou que a delegação rubro-negra viveu momentos de tensão no estádio Atanasio Girardot, na Colômbia, após protestos violentos da torcida local. A confusão obrigou a arbitragem a suspender o confronto ainda antes do andamento normal da partida.
Objetos voaram em direção ao gramado
Segundo José Boto, torcedores começaram a lançar sinalizadores, pedras e barras de ferro dentro do estádio. O dirigente afirmou que o cenário rapidamente ficou fora de controle e colocou jogadores e funcionários em situação de risco. “Não havia nenhuma condição de segurança”, afirmou o português durante entrevista coletiva.
Flamengo espera decisão favorável da Conmebol
A Conmebol abriu procedimento jurídico para analisar oficialmente o caso e decidir o futuro da partida. José Boto acredita que a entidade deverá declarar vitória do Flamengo por causa da impossibilidade de continuidade do jogo. Se confirmar os três pontos, o Rubro-Negro chegará aos 10 pontos e ficará muito próximo das oitavas de final da Libertadores.
Dirigente afirma que clube queria jogar
José Boto também reforçou que o Flamengo nunca pediu o cancelamento da partida. Segundo ele, a equipe aceitava entrar em campo desde que existissem garantias de segurança para todos os envolvidos. O dirigente revelou ainda que o presidente do Independiente Medellín sugeriu esvaziar o estádio antes da retomada, mas o Flamengo considerou o ambiente perigoso demais para seguir com o jogo.
Rubro-Negro muda foco para sequência da temporada
Enquanto aguarda a decisão da Conmebol, o Flamengo concentra atenções no Campeonato Brasileiro. O próximo compromisso do clube será neste domingo (10), diante do Grêmio.
Por causa de protestos violentos da torcida do Independiente Medellín.
Que jogadores e dirigentes se sentiram ameaçados no estádio.
Não. A entidade ainda analisa a situação.

