Bolsonaro presta depoimento à PF sobre campanha do filho nos EUA contra ministros do STF

O ex-presidente Jair Bolsonaro prestou depoimento nesta quinta-feira (5) à Polícia Federal (PF) em Brasília. A PF investiga a suspeita de que Bolsonaro tenha atuado no financiamento ou no planejamento de uma campanha internacional contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), conduzida por seu filho, o vereador Carlos Bolsonaro, nos Estados Unidos.

Imagem: MARCOS CORRÊA/PR

Durante o depoimento, Bolsonaro negou qualquer envolvimento com as ações atribuídas a Carlos. O inquérito aponta que o vereador viajou aos EUA e, com apoio de aliados, teria impulsionado uma campanha de ataques às instituições brasileiras, usando redes sociais e veículos internacionais.

Os investigadores apuram possível financiamento ilegal e ataque à soberania nacional, já que as críticas miravam ministros do STF e ações do TSE nas eleições de 2022.

Defesa reforça ausência de provas

A defesa de Bolsonaro alegou que o ex-presidente não participou de reuniões ou articulações ligadas à campanha e não teve conhecimento prévio das ações de Carlos. Os advogados afirmam que Bolsonaro respondeu a todas as perguntas e reiterou sua confiança na Justiça.

PF prepara relatório para o Supremo

A PF agora reunirá as declarações e provas documentais para encaminhar o relatório ao Supremo, que supervisiona o inquérito. O ex-presidente tem sido chamado para uma série de depoimentos relacionados a diferentes investigações que envolvem sua gestão e seus aliados.

A investigação sobre a campanha internacional faz parte de um esforço mais amplo da Justiça brasileira para apurar ataques contra a democracia e a integridade das eleições.

perguntas e respostas

Por que Bolsonaro prestou depoimento à PF?

Ele respondeu sobre uma investigação que apura campanha internacional contra ministros do STF.

Qual foi a posição de Bolsonaro durante o depoimento?

Ele negou envolvimento e disse desconhecer as ações atribuídas a seu filho Carlos.

O que acontece após o depoimento?

A PF analisará as informações e enviará relatório ao Supremo Tribunal Federal.