Moradores, produtores rurais e bombeiros uniram forças na última sexta-feira (6) para combater três grandes incêndios em Sorriso, município a 420 km de Cuiabá. As chamas atingiram uma reserva florestal no Pontal do Verde, o bairro Jardim dos Ypês e uma área próxima à BR-163, na saída da cidade.
Com caminhões-pipa fornecidos pelo poder público e produtores rurais, a comunidade agiu rapidamente para controlar o avanço do fogo. A cooperação entre todos foi essencial para conter as chamas antes que causassem maiores danos.
Clima agressivo agrava a situação
O Corpo de Bombeiros destacou que os fortes ventos e a baixa umidade do ar, inferior a 20%, aceleraram a propagação do incêndio. O tenente Thiago Reis explicou que essas condições meteorológicas dificultaram o controle das chamas.
“As condições climáticas, com ventos fortes e baixa umidade, agravaram o incêndio. A atuação rápida, aliada ao suporte dos caminhões-pipa, foi essencial para controlar a situação”, relatou o tenente.
Perdas materiais e esforços de rescaldo
Apesar da gravidade dos incêndios, não houve feridos. No entanto, um trator agrícola usado no combate às chamas foi destruído pelo fogo. A vegetação local também sofreu grandes perdas.
As equipes de bombeiros permaneceram nas áreas afetadas após o controle das chamas, realizando o rescaldo para evitar novos focos. Esse trabalho é crucial, pois brasas remanescentes podem reacender o fogo.
Alertas de prevenção
O secretário de Obras de Sorriso, Milton Gueller, acompanhou o combate aos incêndios e usou as redes sociais para alertar a população. Ele pediu que os moradores evitem queimar lixo ou terrenos baldios, destacando os riscos de provocar novos incêndios.
“As pessoas precisam evitar acender fogo em qualquer circunstância. O risco é enorme, e qualquer incêndio pode ganhar grandes proporções. É importante denunciar casos suspeitos”, enfatizou Gueller.
Riscos e impactos ambientais
O clima seco em Mato Grosso favorece a ocorrência de incêndios, especialmente em áreas de vegetação e proximidades de rodovias. Além da destruição ambiental, as chamas afetam a qualidade do ar, prejudicando tanto a flora quanto a fauna locais.
Autoridades e entidades ambientais precisam continuar alertas e investir em ações de prevenção, como campanhas educativas e monitoramento constante das áreas de risco.

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