Um grande incêndio consome uma extensa área de mata no Parque Nacional da Chapada dos Guimarães desde a tarde da última sexta-feira (23). O fogo, que começou próximo ao acostamento da rodovia MT-251, já se espalha pelos paredões de rocha da região, uma das paisagens mais icônicas do Mato Grosso.
Início do incêndio e ação das autoridades
O Corpo de Bombeiros confirmou que o incêndio começou junto ao acostamento da rodovia, próximo à subestação de energia da cidade. Esse mesmo local enfrentou um pequeno foco de incêndio na quinta-feira (22), que parecia controlado, mas ressurgiu com mais força nesta sexta-feira.
Apesar dos esforços contínuos das equipes de brigadistas, o fogo avança rapidamente pela “estrada do linhão”, desce pelos paredões da Chapada dos Guimarães e já compromete uma parte significativa da reserva. Essa área, uma das mais importantes do Cerrado, abriga uma rica biodiversidade.
A geografia do local, com mata fechada e de difícil acesso, dificulta o combate às chamas. Caminhões de combate enfrentam grandes obstáculos para chegar aos pontos mais críticos. Vídeos feitos por moradores e turistas na região mostram densa fumaça saindo de diversos pontos dentro da mata.
Contra-fogo e risco de ventos fortes
Os brigadistas consideram o uso do “contra-fogo”, uma técnica que envolve atear fogo controlado para conter as chamas. Em 2020, essa estratégia ajudou a combater um grande incêndio na região, mas traz riscos consideráveis.
Especialistas alertam sobre a mudança iminente dos ventos, que passarão de norte para sul no final da tarde desta sexta-feira. Esse fator pode complicar ainda mais a situação e acelerar a propagação das chamas. Caso decidam usar o contra-fogo, os brigadistas podem ver o incêndio se alastrar com mais intensidade, colocando em risco as fazendas ao redor da serra.
Patrimônio ambiental em risco
O Parque Nacional da Chapada dos Guimarães, um dos principais destinos turísticos do Brasil, protege uma das últimas áreas preservadas de Cerrado no Mato Grosso. A região, rica em biodiversidade, abriga várias espécies exclusivas do bioma.
Cada incêndio causa danos irreparáveis à vegetação e fauna, afetando o equilíbrio do ecossistema local. O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) relata um aumento significativo nos focos de incêndio no Cerrado nos últimos anos, colocando em risco áreas de preservação como a Chapada.
A situação na Chapada dos Guimarães exige uma ação rápida e coordenada entre as autoridades locais, estaduais e federais. O uso de aeronaves no combate às chamas se mostra crucial nas próximas horas, já que o acesso terrestre enfrenta grandes desafios.
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