Homem escondia vibrador em banco de carro usado para levar funcionárias; veja vídeo

A Polícia Militar prendeu um empresário em flagrante por assédio sexual e porte de arma branca, em Vila Nova Cachoeirinha, zona norte de São Paulo. De acordo com as autoridades, o homem, proprietário de uma confecção, levava funcionárias para exames admissionais em seu veículo particular. No entanto, ele escondia um vibrador ligado sob o banco do passageiro. Como resultado de uma denúncia feita por uma das vítimas, a polícia interceptou o carro enquanto mais uma mulher ocupava o banco ao lado.

Mesmo método, múltiplas vítimas

O empresário usava o próprio veículo como instrumento para praticar o crime. Conforme apuração preliminar da 4ª Delegacia de Defesa da Mulher, ao menos quatro funcionárias denunciaram o mesmo padrão de abuso. Ou seja, ele aplicava a mesma tática: oferecia transporte para exames admissionais e, sem que a passageira soubesse, escondia um dispositivo sexual que permanecia em funcionamento durante o trajeto. Além disso, os policiais encontraram um facão dentro do carro, o que agravou ainda mais a ocorrência.

Vítima rompeu o silêncio e evitou mais um crime

Graças à denúncia de uma mulher que desconfiou da vibração anormal no banco do passageiro, a Polícia Militar conseguiu montar uma operação e flagrou o empresário em pleno ato de assédio. Assim que abordaram o veículo, os agentes localizaram o vibrador ainda ligado e, após revista no interior do carro, encontraram também o facão. O flagrante impediu que mais uma funcionária sofresse a mesma violência. Diante das evidências, os policiais efetuaram a prisão imediatamente.

Informalidade no trabalho abre espaço para o abuso

Por outro lado, o caso também evidencia um problema estrutural: a informalidade no transporte de funcionárias por empregadores. Em muitas pequenas empresas, a prática ocorre sem qualquer supervisão ou protocolo, o que favorece episódios de abuso. Segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, aproximadamente 70% das mulheres vítimas de assédio no trabalho optam por não denunciar, principalmente por medo de perder o emprego ou sofrer retaliações. Portanto, o caso registrado em São Paulo levanta uma reflexão urgente sobre o silêncio que ainda protege criminosos em ambientes corporativos.

Perguntas frequentes

O vibrador ficava visível para as funcionárias?

Não. Ele permanecia escondido sob a capa do banco, funcionando de forma discreta.

O empresário assumiu os crimes?

Não. Apesar das evidências, ele alegou que apenas oferecia caronas, sem confessar o assédio.

A empresa enfrentará algum tipo de responsabilização?

Até o momento, as investigações não indicam envolvimento institucional, mas o caso segue em apuração.