A Polícia Federal prendeu integrantes do “Comando de Caça aos Comunistas”, organização acusada de planejar assassinatos de figuras públicas, incluindo um advogado que já foi executado, ministros do STF, deputados e senadores. Documentos revelam que cada missão custava até R$ 250 mil, financiada por apoiadores ainda não identificados. O grupo usava tecnologia e métodos de espionagem para alcançar seus objetivos.
Liderança do PSOL exige CPI para apurar ligações políticas
No plenário da Câmara, a deputada Talíria Petrone (PSOL-RJ) pediu abertura imediata de uma CPI. Para ela, a ação criminosa representa uma ameaça à democracia e precisa ser investigada em profundidade. O partido quer identificar possíveis vínculos entre os membros do grupo e autoridades que ocupavam cargos de poder nos últimos anos.
Clima de tensão institucional reacende temor de retrocessos democráticos
O caso reacendeu o debate sobre a defesa do Estado democrático de direito. A presença de grupos com ideologia extremista e armados preocupa entidades da sociedade civil, que acompanham o caso com atenção. Parlamentares cobram respostas e transparência da PF sobre o conteúdo apreendido.
Congresso articula próximos passos e avalia apoio à CPI
A oposição intensifica sua movimentação nos bastidores e promete ganhar ainda mais força nos próximos dias. A expectativa é de que novas provas surjam e associem figuras públicas aos criminosos investigados, o que pode gerar pressão sobre o Congresso para viabilizar a abertura da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI).
Deputados e senadores já discutem os primeiros passos para a instalação da comissão e articulam a coleta de assinaturas necessárias. Líderes partidários trabalham para definir o escopo da investigação, que deve concentrar esforços em apurar eventuais vínculos políticos e institucionais com as atividades criminosas. Parlamentares favoráveis à CPI defendem um inquérito amplo, que busque identificar se houve facilitação ou omissão de autoridades durante as operações do grupo investigado.
Perguntas e respostas
Um grupo armado que planejava e executava atentados contra opositores políticos.
Até R$ 250 mil, segundo documentos apreendidos.
O partido iniciou a coleta de assinaturas e articula apoio entre parlamentares da oposição.

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