Duas capivaras se tornaram protagonistas de um vídeo curioso que viralizou nas redes sociais. O registro, feito em Esteros del Iberá, na Argentina, mostra os animais tentando atravessar um lago coberto por gelo. Segundo o jornal Clarín, o vídeo ganhou repercussão justamente por unir uma cena inusitada com um fenômeno climático extremo. Embora as capivaras sejam hábeis nadadoras, o gelo transformou seu habitat em um verdadeiro desafio.
Frio congela água de lago e faz capivaras “patinarem” na Argentina pic.twitter.com/du1FvAVy2D
— O Matogrossense (@o_matogrossense) July 4, 2025
Quando o lago vira pista de patinação
A princípio, o que chamou atenção foi a forma como os animais escorregavam na superfície congelada. O lago, que normalmente abriga vida aquática abundante, se transformou após dias seguidos de temperaturas negativas. Devido à massa polar que atingiu a região, a camada de gelo tornou-se espessa o suficiente para suportar o peso das capivaras ainda que não sem consequências. Por isso, a cena divertida também carrega uma carga de alerta.
Massa polar atinge vários países da América do Sul
Além da Argentina, o fenômeno climático afetou diretamente o Uruguai, o Paraguai e o sul do Brasil. Conforme os institutos meteorológicos locais, cidades como Uruguaiana e Quaraí, no Rio Grande do Sul, registraram temperaturas abaixo de zero. Com isso, houve geadas, perdas agrícolas e alterações no comportamento de animais silvestres. Esses efeitos demonstram que eventos extremos se espalham além das fronteiras geográficas.
Vídeo viral une humor, natureza e debate climático
Enquanto muitos usuários nas redes sociais reagiram com risadas, outros aproveitaram a oportunidade para refletir. Afinal, o episódio escancara como a natureza responde a mudanças bruscas no clima. Além disso, especialistas vêm alertando que esses episódios devem se intensificar nos próximos anos. Portanto, a cena das capivaras patinando, embora divertida, reforça a necessidade de observar os sinais que o planeta envia.
Perguntas frequentes
Não, elas reagem ao ambiente, mas não compreendem riscos estruturais como o gelo.
Espécies podem migrar, mudar hábitos ou até desaparecer localmente.
Sim, segundo estudos científicos, eventos extremos devem aumentar em frequência e intensidade.







