A Justiça tornou réu o fisiculturista Igor Porto nesta quinta-feira (30), acusando-o de matar sua companheira, Marcela Luíse, em Aparecida de Goiânia. Marcela sofreu múltiplas fraturas e morreu de traumatismo craniano após 10 dias internada em estado gravíssimo.
Acusações e defesa
O Ministério Público de Goiás (MP-GO) acusou Igor Porto de cometer o crime de forma cruel, impossibilitando a defesa de Marcela. A denúncia também aponta que Igor agrediu Marcela devido à sua condição de mulher, configurando feminicídio. O juiz Leonaro Fleury aceitou a denúncia e deu um prazo de 10 dias para a defesa de Igor apresentar documentos e justificativas.
A defesa de Igor Porto afirmou que a aceitação da denúncia não causou surpresa e que acredita que a instrução criminal mostrará que os fatos não ocorreram conforme descrito pela acusação. Igor alegou que Marcela caiu enquanto limpava a casa, o que teria causado suas lesões.
Investigação
A Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) de Aparecida de Goiânia investigou o caso. A polícia foi chamada pelo hospital onde Marcela foi internada. Segundo a investigadora Coelho, a perícia ocorreu na casa e no hospital, e várias testemunhas foram ouvidas.
Entretanto, Igor Porto afirmou aos médicos que Marcela estava limpando a casa quando escorregou e caiu, resultando em uma convulsão e nas lesões. Além disso, ele disse que deu um banho nela antes de levá-la ao hospital, onde ela passou por cirurgia e foi encaminhada para a UTI.
Contexto e próximos Passos
Em suma, Marcela Luíse faleceu devido ao traumatismo craniano causado pelas agressões. A Justiça aguarda as justificativas e documentos da defesa de Igor Porto enquanto o caso continua a ser analisado. Igor foi preso no último dia 17 de maio e permanece sob custódia durante as investigações.
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