A Justiça Estadual decretou a prisão preventiva de Andrigo Gaspar Wiegert e Glauciane Vargas Wiegert, acusados de envolvimento em um esquema de corrupção. Andrigo é filho do ex-deputado estadual Pedro Satélite. O juiz João Filho de Almeida Portela, da Sétima Vara Criminal de Cuiabá, proferiu a decisão na última quinta-feira (20).
O Ministério Público solicitou a prisão após os Wiegert mudarem de endereço sem notificar a Justiça, o que foi visto como uma tentativa de fuga. Contudo, a defesa do casal, representada pelo advogado Artur Osti, já entrou com um habeas corpus para tentar reverter a ordem de prisão.
Detalhes da Operação Rota Final
A Operação Rota Final, deflagrada em 2018, investiga um esquema envolvendo empresários e políticos para manipular a licitação do transporte intermunicipal no Mato Grosso. Andrigo Wiegert assumiu o processo após o falecimento de seu pai em janeiro deste ano. Ademais, os crimes investigados incluem corrupção ativa e passiva, peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Além dos Wiegert, a operação também investiga o deputado Dilmar Dal Bosco, o empresário Eder Pinheiro, dono da Verde Transportes, e o ex-governador Silval Barbosa. Segundo o Ministério Público Estadual (MPE), o grupo utilizou meios ilícitos para inviabilizar a Concorrência Pública nº 01/2017, com o objetivo de manter o controle econômico do setor de transporte e garantir lucros exorbitantes.
Nesse sentido, o juiz João Filho de Almeida Portela justificou a prisão preventiva como necessária para manter a ordem pública e garantir a instrução processual. Ele destacou que a ocultação do paradeiro pelo casal demonstrou a intenção de dificultar a apuração dos fatos.
Próximos passos da defesa
Por fim, a defesa de Andrigo e Glauciane Wiegert busca reverter a prisão preventiva através de um habeas corpus ajuizado no Tribunal de Justiça. A decisão sobre o pedido ainda está pendente.
Essa matéria destaca a complexidade e a seriedade do caso, refletindo a atuação contínua das autoridades para combater a corrupção no setor público. A investigação se estende a figuras influentes, demonstrando o esforço para manter a transparência e a justiça no Mato Grosso.
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