Uma explosão causada pelo uso de álcool ao preparar o jantar deixou Eliene Pereira, de 34 anos, com queimaduras de primeiro e segundo grau no rosto e no tórax, em Pontes e Lacerda.
O acidente doméstico ocorreu na última terça-feira (17). Desde então, ela segue internada no Hospital Vale do Guaporé, sem previsão de alta.
O risco de vida se tornou instabilidade financeira
Viúva e mãe de dois filhos, Eliene recebe pensão por morte que arcava com as despesas do aluguel. Para complementar a renda, fazia diárias. Agora, impossibilitada de trabalhar, enfrenta incertezas financeiras e custos médicos.
A falta de gás levou Eliene a utilizar álcool em uma lata para cozinhar. A prática, comum em situações de emergência, é considerada perigosa pelo Corpo de Bombeiros. O líquido é altamente inflamável e pode provocar explosões repentinas.
O socorro que evitou o pior
No momento da explosão, a filha de Eliene jogou água sobre a mãe, o que ajudou a conter as chamas. Em seguida, o Corpo de Bombeiros realizou o atendimento inicial e encaminhou a vítima ao hospital.
A ação rápida reduziu a gravidade das lesões. Ainda assim, o tratamento exige acompanhamento especializado e pode demandar medicamentos e curativos contínuos após a alta.
Reconstrução além da saúde
Além da recuperação física, Eliene precisa reorganizar a rotina da casa. Ela dormia com os filhos na mesma cama e agora necessita de novos móveis e eletrodomésticos, como fogão, geladeira e botijão de gás.
Acidentes com álcool líquido ainda geram centenas de atendimentos por queimaduras no Brasil todos os anos. O fogo se espalha rápido e atinge principalmente face, braços e tórax.
Porque o álcool é altamente inflamável e pode provocar explosões ou chamas repentinas, principalmente em ambientes fechados
Sim. O álcool líquido evapora com facilidade. Seus vapores entram em combustão rapidamente ao contato com faíscas ou calor
Quando atinge camadas mais profundas da pele, provoca bolhas, dor intensa e pode exigir tratamento médico especializado.

