William Chaves, figurante da série da Prime Video, publicou vídeos nas redes sociais, violou regras de confidencialidade e foi desligado da produção
Produção decide desligar figurante após divulgação indevida
A série Tremembé, um dos projetos mais aguardados da Prime Video, enfrentou um problema com a exclusão de William Chaves, de 33 anos, do elenco de figurantes. Conhecido no meio artístico como Vela, ele compartilhou vídeos não autorizados do set de filmagem que reproduz uma cadeia paulista. Assim, a produtora Paranoid considerou a atitude uma infração grave das normas de confidencialidade.
William utilizou sua conta no TikTok para publicar o material em 24 de outubro. Durante os vídeos, ele fez referências ao cotidiano prisional enquanto destacava partes do cenário cenográfico. Dessa forma, a publicação comprometeu a privacidade das gravações e desrespeitou as diretrizes da produção, o que resultou em sua exclusão imediata.
ONGs ajudaram na inclusão de William na série
A Paranoid contratou William como figurante por meio de uma seleção em parceria com ONGs que promovem a reintegração de ex-presidiários ao mercado de trabalho. Essa iniciativa buscava oferecer oportunidades a pessoas em situação de vulnerabilidade social e garantir inclusão em projetos culturais. Contudo, o comportamento de William evidenciou os desafios que surgem ao unir objetivos sociais com produções de grande porte.
Nos intervalos das filmagens, ele gravou vídeos que mostravam elementos cenográficos e utilizou seu apelido, Vela, para criar conteúdos com humor e referências ao sistema carcerário. No entanto, suas ações infringiram as regras de confidencialidade estabelecidas no contrato e levaram à decisão da produtora de retirá-lo da equipe.
Vídeos publicados revelam partes do set de filmagem
Nos vídeos, William satirizou aspectos do cotidiano prisional, utilizando expressões populares como “jumbo” (sacola com itens de higiene e alimentos) enquanto fazia analogias ao ambiente cenográfico. Ele afirmou: “Ô amigão, pega a visão. Você acha que salve, forte abraço, manda um alô lá entra na cadeia? Não entra não. Aqui entra jumbo, maço de cigarro, pasta de dente, aí entra.”
O conteúdo rapidamente ganhou repercussão nas redes sociais, mas gerou preocupações para a série Tremembé. A exposição prematura do cenário e o tom descontraído dos vídeos resultaram em críticas. Dessa forma, a produção considerou a quebra de confidencialidade inaceitável e optou por desligar William do projeto.
William Chaves: da prisão à tentativa de reintegração
Depois de deixar o sistema prisional em 2019, William Chaves tenta consolidar sua carreira artística como funkeiro. Ele obteve liberdade após cumprir parte da pena no Centro de Detenção Provisória (CDP) 3 de Pinheiros, em São Paulo. Desde então, William tem participado de projetos culturais que promovem a reintegração social.
Apesar de seus esforços, o incidente envolvendo Tremembé trouxe críticas à sua conduta. Além disso, reacendeu o debate sobre a necessidade de confidencialidade em grandes produções. A produtora Paranoid ressaltou que a adoção de medidas rigorosas é essencial para proteger o trabalho criativo e evitar problemas semelhantes.
Caso Tremembé reacende discussões sobre inclusão social
A exclusão de William Chaves levantou um importante debate sobre como integrar ex-presidiários em produções culturais sem comprometer as regras internas de confidencialidade e segurança. Embora as iniciativas inclusivas sejam cruciais, o caso destacou a necessidade de treinamento prévio e comunicação clara sobre responsabilidades.
A Prime Video e a Paranoid continuam empenhadas em garantir a qualidade de Tremembé, que busca retratar com profundidade e sensibilidade o universo prisional brasileiro. Apesar do incidente, a produção segue em ritmo acelerado e com o cronograma inalterado.







