A Operação Sepulcro Caiado, deflagrada pela Polícia Civil de Mato Grosso na manhã desta quarta-feira (30), revelou detalhes de um suposto esquema de desvio milionário envolvendo depósitos judiciais do Tribunal de Justiça do estado. De acordo com o inquérito, o grupo investigado movimentou mais de R$ 33 milhões entre 2019 e 2023, conforme dados obtidos pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).
O principal alvo da investigação é o empresário João Gustavo Ricci Volpato. De acordo com os autos, ele teria montado uma estrutura que desviava valores de contas judiciais com o auxílio do irmão, Augusto Frederico Ricci Volpato, apontado como seu braço operacional. A polícia suspeita que o grupo usava documentos falsos para justificar saques irregulares em processos do Judiciário.
Como funcionava o esquema de desvios milionários
A quadrilha teria atuado de forma sistemática, usando empresas de fachada e acesso privilegiado a processos para realizar transferências disfarçadas de alvarás judiciais. Investigadores indicaram que parte dos valores saiu diretamente das contas do TJMT destinadas a depósitos judiciais e foram parar em contas vinculadas a pessoas e empresas relacionadas ao grupo. O método chamava pouca atenção inicialmente por se apoiar em decisões aparentemente regulares.
Com o avanço das investigações, a polícia cruzou dados do Coaf com movimentações suspeitas e identificou fraudes repetidas com valores diluídos. As evidências sugerem que o grupo agia com o objetivo de dificultar o rastreio do dinheiro.
Prisões, buscas e novas fases da operação
Durante a operação, policiais cumpriram mandados de busca e apreensão em imóveis residenciais e comerciais ligados aos investigados. As autoridades também requisitaram bloqueio de bens, sequestro de contas bancárias e apreensão de documentos e equipamentos eletrônicos. A Polícia Civil informou que novas fases da operação não estão descartadas, já que o esquema pode envolver mais pessoas e empresas.
Sobretudo a Operação Sepulcro Caiado recebeu esse nome como referência à aparência legal do esquema, que, por trás de documentos e procedimentos aparentemente legítimos, escondia práticas ilícitas e sofisticadas. Por fim a investigação segue sob sigilo em alguns trechos, mas já causou repercussão no meio jurídico e empresarial de Mato Grosso.
Perguntas frequentes:
Mais de R$ 33 milhões entre 2019 e 2023.
João Gustavo Ricci Volpato e seu irmão Augusto Frederico.
Utilização de empresas de fachada, documentos forjados e saques fraudulentos.

