A crise institucional na Federação Mato-grossense de Futebol (FMF) ganhou mais um capítulo nesta segunda-feira (7). A Chapa Progresso no Futebol, liderada pelo ex-presidente Aron Dresch, conseguiu uma nova liminar junto à Câmara Brasileira de Mediação e Arbitragem (CBMA), suspendendo novamente o processo eleitoral da entidade. A disputa, que já foi adiada por decisões judiciais anteriores, segue sem previsão de retomada.
Republicação do edital vira novo ponto de conflito
O centro da nova disputa jurídica é a republicação do edital eleitoral, feita pela Comissão Eleitoral da FMF em 25 de junho. O objetivo era ajustar prazos e permitir inscrição de novas chapas após atrasos provocados por intervenção da Justiça e entraves operacionais. A Chapa Progresso contesta a manobra, alegando que o estatuto não garante clareza sobre a legalidade de um novo edital, o que poderia esticar ainda mais a indefinição sobre a presidência da entidade.
Mandato vencido, gestão provisória e cenário travado
O mandato de Aron Dresch terminou em 26 de maio, sem que a FMF conseguisse concluir a eleição. Diante do impasse, a Justiça Estadual nomeou Thiago Barros como gestor provisório, mas a CBF interveio e designou Luciano Hocsman para assumir o comando da entidade, atuando sob a supervisão direta da CBMA. A eleição, que a comissão eleitoral havia marcado para 3 de maio, acabou sendo adiada várias vezes devido a denúncias de irregularidades nas inscrições das chapas.
CBMA terá palavra final sobre o futuro da eleição
Com o processo paralisado, a CBMA analisa se mantém o novo edital ou se determina alterações no cronograma eleitoral, enquanto a CBF mantém a FMF sob intervenção, sem diretoria eleita e sob constante acompanhamento jurídico e esportivo.
Perguntas e respostas:
Sim, mas depende de nova validação da chapa pela CBMA.
Pode, em caso de colapso institucional e ausência de solução interna.
Indiretamente sim, já que a gestão administrativa segue limitada.

