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Ícone da TV e do rádio, Edivaldo Ribeiro morre aos 82 anos em Cuiabá

Foto: Reprodução/TV Vila Real

O domingo (13) encerrou um ciclo na comunicação mato-grossense com a morte de Edivaldo Ribeiro, aos 82 anos. Vítima de câncer de pulmão, o jornalista e radialista faleceu em casa, em Cuiabá. Afastado da televisão há mais de dois anos, ele deixa um legado difícil de igualar. Sua trajetória foi marcada por credibilidade, talento e uma capacidade única de se adaptar às mudanças da mídia.

Começo improvável de um ícone da comunicação

Edivaldo iniciou a carreira em 1960, como locutor nas Casas Pernambucanas. Apenas três anos depois, estreava no rádio no norte do Paraná, atuando em emissoras como Auri Verde, Paiquerê e Jornal de Maringá. Na TV, sua estreia foi em 1966, na TV Coroados. Dois anos depois, comandava o programa Sala de Informação na TV Tibagi. O detalhe curioso? Ele escrevia, produzia e apresentava — um “faz-tudo” da era analógica.

A construção de uma lenda no Mato Grosso

Em 1972, chegou ao então Mato Grosso unificado, para apresentar o programa Educação Rural. Em seguida, assumiu postos importantes na TV Morena e, mais tarde, na TV Centro América, onde comandou o Bom Dia Mato Grosso por oito anos. Foi uma das vozes mais conhecidas do estado. Trabalhou ainda na TV Brasil Oeste e na antiga TV Manchete, atual TV Rondon.

Nos anos 2000, Edivaldo migrou para a TV Gazeta e para a TV Mundial, onde apresentou programas populares. Também teve passagem marcante pela TV Vila Real, onde comandou programas políticos e o programa policial carro chefe da casa, o Cadeia Neles.

Do microfone analógico aos podcasts digitais

Mesmo com recomendações médicas para se afastar, ele nunca abandonou a comunicação. Atuou na Rádio Cidade, na CBN Cuiabá e, mais recentemente, liderava projetos digitais pelo portal O Bom da Notícia. Produzia podcasts, lives e entrevistas transmitidas no YouTube e no Facebook, sempre com grande audiência.

Perguntas e respostas:

Qual canal foi seu último grande palco na TV tradicional?

A TV Vila Real, onde comandava programas de análise política e entrevistas.

Ele chegou a trabalhar na TV Globo nacional?

Não. Atuou em afiliadas da Globo, como a TV Morena e a TV Centro América.

Qual seu maior legado na mídia de Mato Grosso?

A habilidade de atravessar gerações mantendo a credibilidade, o profissionalismo e a conexão com o público.