A eleição para a presidência da Federação Mato-grossense de Futebol (FMF), realizada nesta terça-feira (2), terminou com vitória de Diogo Pécora por 43 votos a 29 sobre o empresário João Dorileo Leal. A votação, que definiu o comando da entidade para o quadriênio 2025–2029, marcou o fim do período de intervenção judicial e o encerramento de uma gestão de oito anos liderada por Aron Dresch.
Derrotado, Dorileo questiona articulação política da chapa rival
João Dorileo Leal, que representava a chapa “Federação para Todos”, reagiu ao resultado com críticas ao processo eleitoral. Ele afirmou que os apoiadores de Pécora “jogaram muito pesado” para garantir a vitória. “Deveriam ter mantido o processo anterior. Criaram uma terceira via. Apostaram tudo e acabaram vencendo”, declarou.
Apesar da derrota, o empresário e dono do Grupo Gazeta reconheceu a importância da disputa. “Depois de 48 anos — 40 de Carlos Orione e oito de Aron Dresch — voltamos a ter uma eleição verdadeira na Federação”, disse. Dorileo considerou a disputa uma ruptura no histórico de eleições consensuais dentro da entidade.
Apoio político consolidou vitória de Pécora
Diogo Pécora contou com apoio de peso na eleição. Aron Dresch, ex-presidente da FMF, e seu sobrinho Cristiano Dresch, atual presidente do Cuiabá, apoiaram publicamente a candidatura do advogado e ex-presidente do TJD-MT. A articulação garantiu maioria confortável na Assembleia Geral, que reuniu 28 clubes aptos a votar.
A eleição foi homologada após extensa análise documental e regulamentar, que autorizou a realização do pleito sob acompanhamento de observadores.
Nova gestão promete governança, descentralização e reforço técnico
Pécora prometeu implementar um novo modelo de governança na FMF, com foco em descentralização, transparência e fortalecimento técnico dos clubes. O plano prevê mudanças administrativas e busca por uma gestão mais moderna e participativa. Ele assume a presidência com a missão de superar os desafios deixados pela intervenção judicial e recuperar a credibilidade da entidade.
Perguntas e respostas:
Ele prometeu mudanças, mas manteve o apoio de figuras ligadas à gestão anterior.
Mesmo derrotado, ele mostrou articulação e poderá continuar relevante nos bastidores.
O discurso é de descentralização, mas a prática dependerá da abertura real ao diálogo.







