Durante a sessão ordinária da Câmara Municipal de Cuiabá desta quinta-feira (6), os vereadores cassaram o mandato da vereadora Edna Sampaio (PT). A votação contou com 19 votos favoráveis, 1 contrário, e 5 abstenções. O vereador Dilemário Alencar (União Brasil), maior defensor da punição à parlamentar, comemorou o resultado da votação.
Primeiramente, Dilemário argumentou que a cassação da petista foi justa devido ao uso indevido de verba indenizatória. A ex-chefe de gabinete, Laura Natasha Abreu, recusou-se a continuar transferindo o recurso para a conta corrente da vereadora. Em seguida, Laura foi demitida pela negativa.
Além disso, Dilemário destacou que a comissão processante fez um bom trabalho. De acordo com o parlamentar, Edna não compareceu às reuniões para se defender devido à contundência das provas. Laura Natasha apresentou evidências dos depósitos feitos na conta corrente de Edna. A ex-chefe de gabinete alegou que Willian Sampaio, esposo da vereadora, fazia cobranças mensais sobre a transferência dos recursos. Dilemário enfatizou que quem se apropria ilegalmente de recursos de outra pessoa comete um crime.
Em resposta às acusações, Edna Sampaio alega ser vítima de perseguição por ser mulher e negra. Dilemário rebate, dizendo que essa linha de defesa está desgastada e sem credibilidade. Ele citou a demissão de Laura, que também é negra, e estava grávida. Além disso, criticou Edna por não devolver os recursos e por não buscar alternativas para corrigir o erro. Segundo ele, Edna preferiu evitar a defesa na comissão processante devido à força das provas apresentadas.
Finalmente, a cassação da vereadora Edna Sampaio envolveu acusações sérias de uso indevido de verbas públicas. A defesa baseia-se em alegações de perseguição. As provas analisadas e apresentadas pela comissão processante desempenharam um papel crucial na decisão final da maioria dos vereadores da Câmara Municipal de Cuiabá.