Dez clubes da Série A do Brasileirão decidiram assinar um manifesto em que rejeitam o Projeto de Lei 2.985/2023, que o senador Styvenson Valentim (PODEMOS-RN) apresentou para restringir a publicidade de casas de apostas no Brasil. Os dirigentes esportivos argumentam que, se os senadores aprovarem o projeto, eles provocarão uma ruptura bilionária nas finanças do futebol nacional. No documento, os clubes denunciam o texto como uma “proibição fantasiada de limitação” e alertam que essa medida pode levar ao colapso financeiro de todo o ecossistema esportivo do país.
CLUBES TBÉM SE VICIARAM NO $ FÁCIL DAS BETS;PREÇO DE SANGUE P/ BRASILEIROS!BASTA!
— Eduardo Girão (@EduGiraoOficial) May 13, 2025
Neste trecho de minha intervenção no depoimento da influencer Virgínia Fonseca na CPI das BETS,reafirmei q o Congresso Nacional tem o dever de reparar,junto a nossa sociedade,um dos maiores erros… pic.twitter.com/zho5Av60Ut
Prejuízo imediato e contratos ameaçados
Atualmente, todos os times da elite nacional contam com patrocínios de bets, seja como marca master ou secundária. O manifesto aponta que, se o projeto for aprovado, o prejuízo direto pode chegar a R$ 1,6 bilhão por ano. Além disso, clubes de menor expressão seriam os mais afetados, com risco à própria sobrevivência. “Essas novas regras poderão ser definitivas para clubes que realizam trabalho social relevante”, afirma o documento.
Contratos em risco e insegurança jurídica
O texto também destaca o impacto jurídico da medida. Diversas equipes já têm acordos publicitários válidos por até três anos, que seriam rompidos caso o PL seja aprovado. Os clubes apoiam emendas que permitem a manutenção de contratos existentes, garantindo a segurança jurídica e previsibilidade aos agentes do setor. O manifesto cita o exemplo da Itália, que voltou atrás após vetar as apostas em 2018 e agora reavalia sua legislação.
Reflexo de um setor em transformação
Embora os senadores defendam que a medida visa combater vícios e proteger consumidores, os clubes argumentam que restringir a publicidade não resolve o problema. Reclamam ainda da falta de regulação efetiva por parte do Governo Federal até 2024, o que deixou o mercado exposto à informalidade e ao oportunismo.
Perguntas e respostas:
Não. Hoje, boa parte das receitas dos clubes depende dessas empresas.
Não necessariamente. A regulação eficaz é mais eficiente do que o veto total.
A quebra de contratos, a queda na receita e o enfraquecimento da base do futebol.

