O Brasil atingiu um marco histórico em 2023 ao ultrapassar 100 milhões de pessoas ocupadas. Esse número reflete a resiliência do mercado de trabalho e a recuperação econômica. Vamos analisar os detalhes dessa evolução e seu impacto na economia e na sociedade.
Em outubro de 2023, o Brasil registrou 100,2 milhões de pessoas ocupadas, conforme a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) do IBGE. Este valor representa um aumento de 0,9% em comparação ao trimestre anterior, adicionando 862 mil pessoas ao mercado de trabalho, e um crescimento de 0,5% em um ano, com 545 mil brasileiros a mais empregados.
Queda na taxa de desemprego
A taxa de desemprego caiu para 7,6%, a menor desde 2015, refletindo a recuperação econômica. Então, a redução de 0,3 ponto percentual em relação ao trimestre anterior e de 0,7 ponto percentual em comparação ao mesmo período do ano anterior mostra avanços significativos no mercado de trabalho.
Apesar do avanço, a informalidade ainda é um desafio, com 39,1% dos trabalhadores atuando sem carteira assinada, somando 39,2 milhões de brasileiros. Contudo, o número de empregados com carteira assinada no setor privado cresceu 1,7% em relação ao trimestre anterior, atingindo 37,6 milhões, e 2,7% em comparação ao ano anterior, com 992 mil novos trabalhadores formais.
Trabalho por conta própria e doméstico
O número de trabalhadores por conta própria aumentou para 25,6 milhões, uma alta de 1,3% em relação ao trimestre anterior. No entanto, o número de trabalhadores domésticos permaneceu estável em 5,8 milhões, tanto na comparação trimestral quanto anual.
Os trabalhadores brasileiros viram seu rendimento real habitual subir para R$ 2.999, um aumento de 1,7% em relação ao trimestre anterior e 3,9% em um ano. Assim, a massa de rendimento real habitual atingiu R$ 295,7 bilhões, estabelecendo um novo recorde na série histórica, com crescimento de 2,6% em relação ao trimestre anterior e 4,7% em comparação ao ano anterior.
Impacto na educação
A qualificação da força de trabalho também mostrou progressos significativos. Há 11 anos, apenas 14,1% dos trabalhadores brasileiros tinham diploma. Hoje, essa porcentagem cresceu, indicando uma força de trabalho mais qualificada, o que contribui para a melhoria da produtividade e da competitividade do país.
Portanto, o Brasil superou a marca de 100 milhões de pessoas ocupadas, refletindo a recuperação econômica e a resiliência do mercado de trabalho. A redução na taxa de desemprego, o aumento no rendimento médio e a maior qualificação da força de trabalho são sinais positivos, embora a informalidade ainda represente um desafio. Esses avanços mostram um cenário promissor para o futuro do emprego no país.
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