O empate em 1 a 1 diante do Paysandu, na Curuzu, trouxe à tona uma questão incômoda para o Cuiabá: o desempenho fora de casa. O técnico Eduardo Barros reconheceu que a equipe, mesmo com uma boa largada e controle do jogo no início, repetiu erros que têm se tornado frequentes. “Criamos chances claras para matar o jogo, mas falhamos na finalização. E, de novo, sofremos um gol evitável”, analisou. É o quarto empate consecutivo como visitante, resultado que mantém o time fora do G4 e acende o sinal de alerta para a reta final da Série B.
Fator torcida e clima hostil em Belém
Barros fez questão de destacar o impacto do ambiente. Belém, com sua torcida apaixonada, tornou o jogo mais difícil. “É uma das poucas cidades onde se respira futebol na Série B. Jogar aqui é sempre uma provação”, disse o treinador. O apoio intenso da torcida do Paysandu impulsionou a equipe para buscar o empate, mostrando mais uma vez como o Cuiabá ainda não sabe se blindar emocionalmente nessas situações.
Lesões, reforços e o que vem pela frente
A ausência do capitão Alan, com lesão no ligamento cruzado, é sentida no setor defensivo. O retorno de Denilson e Safira, porém, anima o torcedor: o vice-artilheiro e o meia de criação podem ser decisivos nos próximos confrontos. “Temos três jogos fora e cinco em casa. Para subir, teremos que melhorar o desempenho longe da Arena”, pontuou Barros. Com confrontos diretos contra Novorizontino e Coritiba se aproximando, o Dourado terá sua chance de ouro — mas precisa corrigir, com urgência, a sua principal fragilidade.
Perguntas e respostas:
O time começa intenso, mas perde organização defensiva após substituições.
Sim. Barros afirmou que jogar em Belém é um dos maiores desafios emocionais da Série B.
Tem. Mas precisa vencer pelo menos dois jogos fora e manter os 100% em casa.
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