Criminosos sequestraram um motorista de aplicativo e um idoso na madrugada desta quarta-feira (01), em Rondonópolis. O grupo agiu em duas ações consecutivas, manteve as vítimas sob ameaça e utilizou os veículos para fuga. A Polícia Militar localizou os suspeitos, resgatou as vítimas sem ferimentos e iniciou buscas na região.
Os criminosos abordaram o motorista durante uma corrida, renderam a vítima e a amarraram dentro do carro. A vítima aproveitou um descuido do grupo e fugiu nas proximidades da Energisa, no bairro Vila Aurora. Em seguida, o grupo interceptou um idoso que saía de casa em uma caminhonete e assumiu o controle do veículo.
Um advogado presenciou a ação e tentou intimidar os criminosos ao efetuar disparos para o alto. Mesmo com a intervenção, o grupo manteve a fuga com o idoso como refém, ampliando a mobilização policial e o risco da ocorrência.
Ação policial e resgate
A Polícia Militar recebeu o chamado, mobilizou equipes e iniciou buscas imediatas. Os policiais localizaram o veículo nas imediações do Praia Clube e tentaram interceptar os suspeitos. O grupo abandonou o carro e fugiu por uma área de mata para evitar a prisão.
Os policiais resgataram o idoso, prestaram atendimento inicial e encaminharam a vítima à Delegacia de Polícia Civil. As equipes confirmaram que nenhuma das vítimas apresentou ferimentos, apesar da gravidade da ocorrência.
Crimes e penalidades previstas
A legislação brasileira enquadra as ações como roubo qualificado e sequestro com restrição de liberdade. O Código Penal prevê penas superiores a 10 anos de reclusão quando o crime envolve violência, grave ameaça e atuação em grupo.
Os criminosos também agravaram a conduta ao utilizar veículos das vítimas e ao manter as vítimas sob domínio. A lei aumenta a pena nesses casos, especialmente quando os autores restringem a liberdade e colocam a integridade das vítimas em risco.
Sequestro relâmpago ocorre quando criminosos mantêm a vítima sob ameaça por curto período para obter vantagem, como transferências ou uso de bens.
A pena pode ultrapassar 10 anos de prisão, com agravantes quando há violência, uso de arma ou atuação em grupo.
A recomendação é não intervir diretamente e acionar a polícia pelo 190, fornecendo informações seguras e objetivas.
