Neste domingo (25/5), a tradicional Avenida Cristóvão Colombo, em Belo Horizonte, transformou-se em pista de corrida para uma atividade que mistura nostalgia, velocidade e convívio social: a corrida de carrinhos de rolimã. Promovido pela Federação Mineira de Carrinhos de Rolimã (Femcar), o evento gratuito celebrou o Dia Municipal do Carrinho de Rolimã, instituído em 2023, e atraiu mais de 300 participantes, entre adultos e crianças.
Corrida de rolimã reúne centenas de pessoas em BH pic.twitter.com/yaos3rGUzV
— O Matogrossense (@o_matogrossense) May 25, 2025
Da infância ao asfalto: como a diversão antiga voltou com força total
Ao longo da manhã, entre 7h e 14h, a avenida ganhou novos sons: o rodar metálico dos rolamentos e o entusiasmo das famílias. A largada aconteceu às 9h, em frente ao Palácio da Liberdade. Para garantir a inclusão de todos, a Femcar ofereceu cerca de 60 carrinhos e equipamentos de segurança como capacetes e luvas para empréstimo gratuito. Além disso, os organizadores distribuíram água e frutas, promovendo bem-estar durante a atividade.
Mais que uma corrida: uma experiência de rua e comunidade
Por outro lado, o evento não se limitou à adrenalina. Ele também resgatou uma antiga forma de lazer coletivo e estimulou o uso dos espaços públicos. De acordo com Gardner Furtado, presidente da Femcar, a ação buscou fortalecer laços familiares e sociais. “Nosso objetivo é aproximar as pessoas e mostrar que a rua também pode ser um lugar de encontro e diversão”, afirmou. A corrida fez parte do programa “A Rua é Nossa”, que ocorre em uma regional diferente de Belo Horizonte a cada semana.
Belo Horizonte assume protagonismo no cenário nacional do rolimã
Com apoio da Prefeitura, da Guarda Municipal e da Polícia Militar, o evento seguiu com segurança e organização. Não por acaso, a capital mineira vem se consolidando como referência nacional no incentivo à prática. A Femcar, inclusive, já planeja levar o modelo a outras cidades do estado. Como resultado, pequenos fabricantes artesanais também ganham espaço, fortalecendo a economia criativa local.
Perguntas frequentes
O brinquedo se popularizou nos anos 1960, quando crianças improvisavam usando rolamentos e tábuas de madeira.
A logística, o apoio institucional e a segurança são os maiores desafios.
Ainda é improvável, mas com a crescente organização, o rolimã já figura como esporte de base em algumas cidades.
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