O impasse entre Corinthians e Cuiabá chegou ao fim — ao menos por agora. Nesta segunda-feira (21), o clube paulista quitou integralmente a primeira parcela de um acordo judicial e afastou a ameaça de punição por parte da FIFA. A dívida gira em torno de R$ 18 milhões e está vinculada à venda do volante Raniele ao Timão. O pagamento, de R$ 750 mil, foi confirmado pelo presidente do Dourado, Cristiano Dresch.
Crise resolvida ou alívio momentâneo?
O Corinthians havia depositado apenas R$ 150 mil no início da semana, o que provocou forte reação do Cuiabá, que chegou a solicitar à FIFA a aplicação do transfer ban. A punição, se efetivada, impediria o clube de registrar novos jogadores. No entanto, o restante do valor foi quitado dentro do prazo legal previsto no acordo homologado pela Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD), afastando temporariamente o risco de sanção.
Parcelamento milionário desafia caixa corintiano
O Corinthians firmou um acordo coletivo de R$ 76 milhões com diversos credores e assumiu o compromisso de quitar a dívida em 24 parcelas trimestrais. O clube reconheceu o Cuiabá como seu maior credor e prometeu pagar cerca de R$ 18 milhões ao time mato-grossense. Para garantir os próximos pagamentos, a diretoria buscou antecipar receitas, obteve a aprovação de R$ 30 milhões junto à Liga Forte União e iniciou tratativas com a Nike para receber, já em agosto, aproximadamente R$ 50 milhões previstos no contrato vigente.
Pagamento no limite do prazo expõe tensão nos bastidores
Embora tenha cumprido o prazo oficial, o atraso inicial gerou desgaste e expôs a fragilidade nas relações entre clubes brasileiros em disputas judiciais. O caso serve de alerta para credores e reforça a importância de regras claras na execução de acordos homologados.
Perguntas e respostas:
Há dúvidas. A dependência de adiantamentos indica fragilidade de caixa.
Sim. A qualquer descumprimento, pode acionar novamente a FIFA.
Certamente. Apesar do pagamento, o episódio expôs atrito público e jurídico.
