O embate entre Cuiabá e Corinthians por uma dívida de R$ 18 milhões ganhou novos capítulos nesta segunda-feira (21). O clube mato-grossense contestou o pagamento parcial feito pelo time paulista, exigiu a quitação imediata do valor devido e já acionou a FIFA solicitando a aplicação do temido transfer ban — punição que impede contratações até a regularização do débito.
Pagamento abaixo do esperado reacende disputa judicial
O Corinthians transferiu apenas R$ 150 mil, quantia considerada insuficiente pelo Cuiabá, que esperava o recebimento de R$ 750 mil até o dia 17 de julho, conforme acordado na Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD). A diferença de R$ 600 mil gerou a contestação formal e pode levar a uma sanção internacional.
Cristiano Dresch, presidente do Dourado, reforçou que o clube espera a penalização em caso de novo descumprimento. “Se o Corinthians não complementar o valor a tempo, ainda nesta semana será punido com transfer ban”, afirmou.
Corinthians sustenta outra interpretação do acordo
O clube paulista sustenta que o acordo homologado prevê 24 parcelas trimestrais, com início apenas três meses após a aprovação do plano. Assim, o valor de R$ 150 mil corresponderia à primeira parte de um pagamento escalonado ao longo dos anos.
A divergência de interpretação sobre o contrato levanta questionamentos sobre a condução de acordos entre clubes brasileiros, especialmente em contextos judiciais e com sanções da FIFA em jogo.
Transfer ban: risco real ou jogo de pressão?
O CNRD já sinalizou que o Corinthians poderá sofrer a punição por seis meses, sem reversão, caso a inadimplência continue. Com janela de transferências aberta e reforços em negociação, a ameaça se torna um obstáculo esportivo considerável para o clube alvinegro.
Perguntas e respostas:
Sim, se não quitar os R$ 600 mil restantes até terça-feira.
Alta, se confirmada a quebra do acordo reconhecido pelo CNRD.
Sim, principalmente se a punição impedir novas inscrições de reforços.
