O plenário da Câmara Municipal de Cuiabá deve analisar na próxima semana o pedido de abertura de comissão processante contra o vereador Chico 2000. A informação foi confirmada nesta quinta-feira (5) pela presidente da Casa, Paula Calil, que explicou a necessidade de um prazo maior antes de submeter o tema à votação dos parlamentares.
A análise ocorre após a inclusão de novos elementos no processo. O material adicional foi protocolado nesta quarta-feira (4) e ampliou o volume de informações que precisam ser avaliadas pela Procuradoria do Legislativo antes da deliberação em plenário.
Inclusão de novos elementos amplia análise jurídica
Segundo a presidente da Câmara, o advogado e ex-procurador federal Julier Sebastião acrescentou fatos e documentos ao pedido inicial. Entre os novos itens está o inquérito policial que fundamentou a Operação Gorgeta, o que elevou o nível de complexidade do processo.
Com a chegada desse material, a Procuradoria da Câmara passou a demandar mais tempo para examinar o conteúdo de forma detalhada. A presidência avaliou que a ampliação do prazo garante segurança jurídica e evita decisões precipitadas.
Prazo busca garantir rito interno da Câmara
Paula Calil afirmou que o procedimento seguirá estritamente os trâmites previstos no regimento interno da Casa. De acordo com ela, a etapa de análise técnica antecede qualquer manifestação política dos vereadores em plenário. A presidente destacou que o objetivo é assegurar que todos os parlamentares votem com base em parecer jurídico consistente.
A Câmara de Cuiabá possui regras específicas para pedidos de comissão processante, que incluem análise preliminar, parecer da Procuradoria e, posteriormente, decisão soberana do plenário. Esse rito define se o pedido será arquivado ou se a comissão será instaurada para apuração dos fatos.
Plenário terá palavra final sobre o pedido
Após a conclusão da análise jurídica, o pedido será incluído na ordem do dia para votação. Caberá aos vereadores decidir pela abertura ou não da comissão processante. Caso seja aprovada, a comissão passa a investigar os fatos apontados no pedido, dentro dos prazos e limites estabelecidos pelo regimento.
Até o momento, não houve definição sobre data exata da votação, apenas a previsão de que o tema entre na pauta da próxima semana. A presidência da Câmara informou que comunicará oficialmente os parlamentares assim que o parecer estiver concluído.
Acompanhamento do cenário político local
O andamento do pedido de comissão processante ocorre em um momento de atenção ao cenário político municipal. A Câmara mantém a análise concentrada no aspecto técnico e jurídico, enquanto o plenário se prepara para deliberar conforme as normas internas.
Perguntas frequentes:
Quando o pedido será votado?
A previsão é que o plenário analise o pedido na próxima semana.
Por que a votação foi adiada?
A Procuradoria pediu mais tempo após a inclusão de novos documentos no processo.
Quem decide sobre a abertura da comissão?
Os vereadores da Câmara Municipal de Cuiabá, em votação no plenário.

