A Guarda Civil Municipal (GCM) de São Bernardo do Campo fechou novamente, na noite de sexta-feira (24), um posto de combustíveis localizado na Avenida João Firmino, depois de constatar que o estabelecimento rompeu os lacres de interdição e voltou a funcionar sem autorização. O local havia sido interditado horas antes, durante uma operação conjunta da Polícia Civil e da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), que investigava a venda de combustível adulterado.
GCM age rapidamente e impede nova fraude
Após receber denúncias de moradores, a GCM iniciou uma nova vistoria no posto. Assim que os agentes chegaram, flagraram um funcionário vendendo combustível irregular. Diante da situação, a equipe interrompeu imediatamente as atividades e conduziu o trabalhador à delegacia de proteção à saúde pública, em São Paulo. Lá, as autoridades registraram um boletim de ocorrência por desobediência. Além disso, os agentes reforçaram os selos de interdição para evitar novas tentativas de reabertura.
Polícia Civil e ANP confirmam adulteração com metanol
Durante a operação realizada pela manhã, a Polícia Civil e a ANP detectaram diversas irregularidades. Entre elas, destacam-se a venda de etanol adulterado com metanol acima do limite legal e a comercialização de gasolina comum com 80% de etanol anidro — proporção muito superior à permitida pela legislação. Além disso, os fiscais identificaram falhas no termodensímetro, equipamento essencial para medir a qualidade do combustível. Diante das constatações, a ANP determinou a interdição total do posto e iniciou um inquérito para identificar todos os responsáveis.
Aumento das fraudes e risco ao consumidor
Atualmente, o Brasil enfrenta um aumento preocupante nos casos de adulteração de combustíveis. Segundo dados da ANP, apenas em 2024, mais de 17 mil fiscalizações resultaram em 4,6 mil autuações em todo o país. Em muitos casos, os fiscais encontraram gasolina com teores irregulares de etanol e, em situações mais graves, presença de metanol uma substância altamente tóxica e proibida. Por esse motivo, especialistas alertam que o consumo de combustível adulterado pode causar danos severos ao motor, prejudicar o meio ambiente e colocar em risco a saúde humana.
A importância da denúncia e da fiscalização constante
Diante desse cenário, a ação da GCM de São Bernardo do Campo mostra a importância da vigilância e da colaboração da população. Sempre que um consumidor suspeitar de combustível adulterado, deve acionar a ANP ou os órgãos municipais de fiscalização. Dessa forma, é possível reduzir o número de fraudes e garantir mais segurança e transparência no abastecimento. Além disso, o caso reforça a necessidade de que os órgãos fiscalizadores intensifiquem suas operações para proteger o consumidor e assegurar a integridade do mercado.
Perguntas frequentes
Porque os agentes da GCM flagraram o local funcionando ilegalmente e vendendo combustível adulterado após romper os lacres de interdição.
A venda de etanol adulterado com metanol, substância tóxica e proibida, além da gasolina com teor excessivo de etanol.
O motorista pode denunciar irregularidades diretamente à ANP ou à prefeitura, garantindo a punição dos responsáveis e a segurança do abastecimento.
