A China Eastern Airlines inaugurou o voo considerado o mais longo do mundo, ligando Xangai a Buenos Aires em aproximadamente 29 horas. A rota percorre cerca de 20 mil quilômetros e inclui apenas uma escala técnica em Auckland, o que elimina diversas conexões que antes complicavam o trajeto entre China e Argentina. Assim, a companhia estabelece um marco operacional e reforça a expansão das ligações ultralongas no cenário global.
Boeing 777 chega adiantado e reforça importância estratégica da operação
Na viagem inaugural, um Boeing 777-300ER transportou os passageiros entre os aeroportos de Pudong e Ezeiza com desempenho superior ao previsto. O voo pousou antes do horário estimado e demonstrou a eficiência operacional da aeronave no trajeto recorde. Além disso, a empresa destaca que a nova ligação preenche uma lacuna histórica na aviação internacional, já que poucas rotas conectam diretamente a Ásia-Pacífico à América do Sul. Dessa forma, a iniciativa atende à crescente demanda da comunidade chinesa que vive na Argentina e fortalece relações comerciais e culturais entre os dois países.
Tendência global impulsiona avanço de rotas ultralongas
A inauguração do voo segue a tendência mundial de expansão das rotas de longa distância. A Qantas, por exemplo, planeja para 2026 operações diretas com duração de até 20 horas. Atualmente, a companhia australiana já opera um dos voos mais longos do planeta, entre Londres e Perth, com cerca de 17 horas e meia. Dessa maneira, o setor amplia fronteiras e transforma viagens antes inviáveis em percursos cada vez mais acessíveis.







