O presidente da Câmara de Cuiabá, Chico 2000, esclareceu hoje o posicionamento da casa legislativa e da mesa diretora em relação aos três servidores exonerados e ao vereador Paulo Henrique (MDB), todos acusados de envolvimento com uma facção criminosa. A operação da Polícia Federal (PF), denominada Ragnatela, revelou que os acusados participaram de atividades criminosas, incluindo a promoção de shows nacionais e a lavagem de dinheiro em casas noturnas de Mato Grosso.
Exoneração Imediata dos servidores
Em primeiro lugar, a Câmara exonerou imediatamente os três servidores nomeados, incluindo o policial penal Luiz Otávio e o fiscal da Secretaria Municipal de Ordem Pública, Rodrigo Anderson Rosa, após a PF anunciar seu envolvimento com a facção criminosa. Essa decisão visa proteger a integridade da administração pública e, além disso, manter a confiança da população nas instituições.
Acusações contra Paulo Henrique
O vereador Paulo Henrique de Figueiredo enfrenta, por sua vez, uma investigação por suposta influência na liberação de eventos em casas noturnas. Embora ele negue qualquer participação no esquema, as investigações continuam. Nesse contexto, Chico 2000 destacou que a Câmara aguardará a oficialização das denúncias e a conclusão das investigações antes de tomar medidas adicionais contra o vereador.
Declarações de Chico 2000
Além disso, Chico 2000 mantém contato com o procurador da Câmara e aguarda informações detalhadas da PF sobre o caso. Ele tentou falar com Paulo Henrique, mas não conseguiu até o momento. O presidente continuará aguardando o vereador para que ele possa exercer seu direito de defesa. “Precisamos aguardar a oficialização das denúncias e a conclusão das investigações para tomar as devidas providências”, afirmou Chico 2000.
“No que se refere ao vereador, seguimos o regimento interno, mediante representação. No que se refere aos servidores, agimos como gestão. Assim que soubemos da prisão de três pessoas que trabalham aqui na casa, imediatamente fizemos a exoneração dos três. O presidente tem essa prerrogativa. Em relação ao vereador, precisamos aguardar a oficialização de tudo isso.”
Procedimentos Internos
Ademais, a investigação interna contra o vereador seguirá mediante representação, conforme procedimentos anteriores. Isso pode ocorrer na forma de uma comissão processante, com prazo de 90 dias, ou de uma comissão parlamentar de inquérito, ambas com decisão final do plenário. Esses procedimentos garantem transparência e justiça, respeitando o devido processo legal.
Considerações Finais
Por fim, a Câmara de Cuiabá agirá com transparência e responsabilidade, garantindo que as investigações sejam conduzidas de forma imparcial. A exoneração dos servidores envolvidos e a investigação contínua do vereador Paulo Henrique demonstram o compromisso da casa legislativa com a ética e a integridade pública. Aguardamos os desdobramentos das investigações para que todas as medidas cabíveis sejam tomadas conforme a lei.
Em resumo, a Operação Ragnatela destaca a importância de combater o crime organizado e de manter a confiança da população nas instituições públicas.
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