A Polícia Federal apontou que Bruno Henrique, atacante do Flamengo, articulou uma jogada específica na partida contra o Santos, em 2023, com a intenção de forçar um cartão amarelo e favorecer apostadores ligados a ele, incluindo familiares diretos; por isso, as autoridades o investigam por estelionato e fraude em competição esportiva, revelando que o caso vai muito além de uma simples advertência em campo.
🚨AGORA: William Bonner informando no Jornal Nacional que a Polícia Federal (PF) indiciou o jogador Bruno Henrique, do Flamengo, por forçar cartão para beneficiar apostadores. pic.twitter.com/fJVtOPLYXI
— CHOQUEI (@choquei) April 16, 2025
Mensagens reveladoras e ligações suspeitas
Tudo começou com a apreensão do celular do irmão do jogador, Wander Nunes. Entre quase 4 mil mensagens, algumas conversas chamaram a atenção dos investigadores. Nelas, Bruno Henrique e o irmão discutem abertamente sobre o número de cartões recebidos, mencionam o confronto contra o Santos como “data-alvo” para tomar um novo cartão e até planejam o tipo de falta necessária. Em uma das trocas, Wander afirma: “Já vou guardar o dinheiro. Investimento com sucesso.”
Apostas familiares e lucro garantido
As apostas foram feitas por familiares próximos. Wander, a cunhada e a prima de Bruno Henrique apostaram valores parecidos e obtiveram lucros significativos com o cartão amarelo recebido na partida mencionada. As cifras podem parecer pequenas individualmente — R$ 1.180,67 de retorno em algumas apostas —, mas indicam um esquema coordenado. A Kaizen Gaming, plataforma onde parte das apostas foi registrada, também está sendo investigada por registrar padrões incomuns ligados a apostas sobre advertências específicas no jogo.
Outros indícios de manipulação e conexão com corridas de cavalo
Outros diálogos indicam possíveis envolvimentos em fraudes em corridas de cavalo e pedidos de depósitos altos para apostas regulares. O nome “Lajinha” surgiu como possível laranja utilizado por Bruno Henrique. Em uma conversa, o irmão chega a afirmar: “Meu olho até brilhou”, ao se deparar com os lucros prometidos. A suspeita da PF é de que os resultados estivessem garantidos antes mesmo das partidas ou corridas acontecerem.
Perguntas e respostas:
A criação de comissões internas de integridade e auditoria pode ser uma saída preventiva.
A imagem do clube e do jogador já sofreu abalo, podendo afetar patrocínios e convocações.
Investigações anteriores mostram que manipulações de apostas são uma prática recorrente e com ramificações em diferentes clubes e divisões.
![OMT - DENGUE - MEGABANNER TOPO [ADOPS INS 2988 | CAMP 1024 | PI 42059 - GOV | ADOPS-OMT-2988 | pi-14771-gov-dengue-topo.gif]](http://cod5.nyc3.digitaloceanspaces.com/adops-media/omt/2026-08/pi-14771-gov-dengue-topo.gif)