Política

Lula diz que BRICS “incomoda muita gente” após ameaça de Trump sobre saída dos EUA da OTAN; Veja vídeo

Durante a Cúpula dos BRICS realizada no Rio de Janeiro nesta segunda-feira (8), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o bloco econômico formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul “está incomodando muita gente”. Donald Trump declarou que pode retirar os Estados Unidos da OTAN caso retorne à presidência em 2025.

Lula critica hegemonia internacional e defende multilateralismo

Lula afirmou que o crescimento do BRICS reflete a insatisfação de vários países com a ordem internacional, ainda dominada por potências ocidentais. O presidente defendeu uma governança global mais equilibrada e inclusiva, e criticou a concentração de poder nas mãos de poucos.

“O BRICS está incomodando porque propõe uma nova geopolítica, com mais espaço para o Sul Global nas decisões mundiais”, declarou. Lula também ressaltou o papel do Novo Banco de Desenvolvimento, presidido por Dilma Rousseff, como alternativa às exigências do FMI e Banco Mundial.

Reação ocorre após discurso polêmico de Trump

No fim de semana, Donald Trump atacou novamente a OTAN, ao declarar que os EUA não deveriam mais financiar “a proteção de países que não pagam sua parte”. A declaração provocou reações negativas entre aliados europeus e reacendeu debates sobre o papel dos EUA na segurança global. Para Lula, essa instabilidade no discurso norte-americano reforça a importância do BRICS, que prioriza o desenvolvimento econômico em vez de alianças militares.

Perguntas e Respostas

O que Lula quis dizer ao afirmar que o BRICS está incomodando?

Lula sugeriu que o crescimento e fortalecimento do BRICS geram incômodo em potências tradicionais, pois o bloco propõe uma nova dinâmica de poder global.

O que motivou a fala de Lula?

A declaração foi feita após Donald Trump sugerir que os EUA deixem a OTAN, o que gerou críticas internacionais e acendeu o debate sobre novas alianças geopolíticas.

Qual o papel do Brasil dentro do BRICS?

O Brasil busca maior protagonismo internacional por meio do BRICS e do G20, defendendo uma governança global mais inclusiva e menos centrada no eixo EUA-Europa.



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