O Rio de Janeiro é, neste início de julho, o centro das atenções geopolíticas internacionais. A cidade sedia a Cúpula do Brics 2025, que reúne Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul e os recém-chegados Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia e Irã. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva abriu os debates neste domingo (6), destacando a urgência de uma nova cooperação global baseada em justiça social, sustentabilidade e desenvolvimento igualitário.
A reunião representa mais que uma formalidade diplomática: simboliza o esforço dos países do Sul Global para se afirmarem em um cenário mundial dominado por grandes potências ocidentais. Com quase metade da população mundial e peso significativo na economia internacional, o Brics busca reposicionar sua influência com base em interesses comuns.
Brics ampliado: um novo eixo político e econômico
A expansão do bloco fortalece o objetivo de descentralizar o poder global. Os novos membros trazem diversidade regional e reforçam a missão de construir uma ordem multipolar. Com a entrada de economias do Oriente Médio e da África, o Brics pretende ganhar maior representatividade em instituições internacionais e nas decisões econômicas estratégicas.
O encontro também discute a reforma da governança global, incluindo mudanças no Conselho de Segurança da ONU e nas políticas de instituições financeiras multilaterais. Para Lula, “o Brics é um instrumento de equilíbrio em um mundo marcado pela desigualdade”.
Desenvolvimento sustentável é prioridade na cúpula
O Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), atualmente sob liderança de Dilma Rousseff, ganha protagonismo ao propor linhas de crédito para infraestrutura sustentável, inovação tecnológica e inclusão social. A ex-presidente afirmou que a meta é “criar soluções financeiras que respeitem a soberania dos países e priorizem o bem-estar das populações”.
Além disso, temas como energia limpa, segurança alimentar e saúde pública foram abordados com destaque, buscando soluções conjuntas para os desafios globais do século XXI.
O Brasil no centro das articulações
Ao sediar a cúpula, o Brasil reafirma seu papel diplomático no cenário internacional. Com a liderança de Lula, o país articula alianças políticas e econômicas que fogem do eixo tradicional Europa-EUA. As discussões seguem até esta segunda-feira (7), e um documento oficial com metas comuns deverá ser divulgado ao final do evento.
Perguntas e respostas
O Brics busca fortalecer a voz dos países do Sul Global e desafiar a hegemonia ocidental.
O banco quer financiar projetos sustentáveis, com foco em infraestrutura e inclusão social.
A cidade simboliza diversidade e visibilidade internacional, favorecendo a projeção diplomática do país.

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