O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decretou nesta segunda-feira (21) luto oficial de sete dias em todo o Brasil pela morte do Papa Francisco. O pontífice faleceu na madrugada em Roma, aos 88 anos, após complicações respiratórias. Com o decreto, o país homenageia o líder religioso que marcou sua trajetória por posições firmes em favor dos pobres e do meio ambiente.

A bandeira nacional deve permanecer a meio mastro em prédios públicos, e a programação oficial será ajustada para refletir o clima de luto. Lula, que manteve proximidade com o Papa ao longo dos anos, afirmou em nota que o mundo “perdeu uma voz firme pela paz e pela justiça social”.
Pontificado marcado por coragem, reformas e proximidade com os marginalizados
Francisco assumiu o papado em 2013 e se tornou o primeiro papa latino-americano da história. Desde então, defendeu temas considerados sensíveis dentro da Igreja Católica, como a proteção dos imigrantes, o combate à desigualdade e o respeito à diversidade. Também conquistou admiradores fora da religião, por sua postura aberta ao diálogo e críticas ao capitalismo selvagem.
No Brasil, o papa tinha forte popularidade. Milhões de fiéis acompanharam sua visita em 2013 durante a Jornada Mundial da Juventude, no Rio de Janeiro. Na ocasião, Francisco emocionou ao visitar comunidades carentes e celebrar missas ao ar livre.
Repercussão mundial reforça legado de simplicidade e firmeza moral
Líderes internacionais prestaram homenagens ao Papa. O presidente da França, Emmanuel Macron, destacou a “mensagem de fraternidade universal”. O secretário-geral da ONU, António Guterres, chamou Francisco de “voz moral indispensável”.
O Vaticano ainda não divulgou detalhes sobre o velório e o funeral, mas já se espera uma cerimônia com presença maciça de chefes de Estado.
Perguntas e Respostas
Complicações respiratórias decorrentes de problemas crônicos de saúde.
Por reconhecimento ao papel do papa como líder espiritual admirado pelos brasileiros.
Em 2013, durante a Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro.
