Na manhã desta quarta-feira, 4 de setembro de 2024, a Polícia Civil de São Paulo apreendeu um avião da empresa do cantor sertanejo Gusttavo Lima. A ação aconteceu no aeroporto de Jundiaí (SP) e faz parte da Operação Integration, que busca desarticular uma organização criminosa envolvida em jogos ilegais e lavagem de dinheiro. O grupo criminoso movimentou cerca de R$ 3 bilhões em transações ilegais, segundo as investigações.
Apreensão do avião
Policiais civis recolheram o avião modelo Cessna 560 XLS, prefixo PR-TEN, durante manutenção no hangar do aeroporto. O avião está registrado em nome da Balada Eventos e Produções, empresa de Gusttavo Lima. A aeronave é apenas um dos bens apreendidos pela polícia, que bloqueou mais de R$ 2 bilhões em ativos durante a operação. Então, além do avião, a operação também apreendeu veículos de luxo e imóveis em vários estados brasileiros.
Relacionamento de Gusttavo Lima com o caso
Até o momento, a investigação não encontrou provas de envolvimento direto de Gusttavo Lima nas atividades criminosas. A assessoria do cantor afirmou que ele vendeu o avião há alguns meses, embora o registro ainda estivesse em nome de sua empresa. Gusttavo Lima, que está em férias na Grécia, está cooperando com a polícia e já acionou seus advogados para acompanhar o caso.
Fortuna e polêmicas de Gusttavo Lima
Gusttavo Lima é uma das figuras mais proeminentes da música sertaneja brasileira. Ele acumulou uma fortuna com sua carreira musical e seus negócios, que incluem fazendas e empresas no setor de entretenimento. Sendo assim, seu estilo de vida extravagante, frequentemente mostrado nas redes sociais, gera tanto admiração quanto controvérsias. Recentemente, o cantor se envolveu em uma polêmica sobre cachês recebidos em shows financiados por prefeituras, o que levantou questionamentos sobre o uso de dinheiro público para custear eventos. Por isso, Gusttavo Lima defendeu a legalidade dos contratos firmados.
Operação Integration em andamento
A Operação Integration continua com buscas e apreensões em vários estados do Brasil, incluindo Pernambuco, Paraíba, Paraná e Goiás. A polícia já prendeu 19 pessoas, incluindo a influenciadora digital Deolane Bezerra, acusada de envolvimento no esquema de jogos ilegais e lavagem de dinheiro. Assim, as autoridades também bloquearam bens e ativos financeiros de diversos suspeitos, totalizando mais de R$ 2 bilhões.
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