Nesta sexta-feira (3), as forças navais de Israel interceptaram o “Marinette”, último barco da Flotilha Global Sumud, a cerca de 68 km da Faixa de Gaza. A embarcação seguia com ajuda humanitária e voluntários, tentando romper o bloqueio marítimo imposto por Israel ao enclave palestino. A organização da flotilha confirmou a abordagem em suas redes sociais às 10h29 no horário local (4h29 em Brasília).
Israel intercepta flotilha após alerta oficial sobre zona de combate
As autoridades israelenses já haviam alertado, na quinta-feira (2), que impediriam qualquer tentativa de aproximação à zona de combate em Gaza. O Ministério das Relações Exteriores de Israel classificou a ação da flotilha como ilegal. Apesar do aviso, o “Marinette” continuou navegando até ser interceptado. A organização humanitária informou que as forças israelenses já haviam capturado 42 barcos da flotilha nos dois dias anteriores, todos carregados com suprimentos, voluntários e jornalistas.
Brasileiros e jornalistas estão entre os detidos na operação
Durante a operação de mais de 12 horas, Israel deteve mais de 400 ativistas, incluindo ao menos 12 brasileiros e cerca de 20 jornalistas, segundo a ONG Repórteres Sem Fronteiras. As forças israelenses transferiram todos os detidos para o porto de Ashdod, onde os entregaram à polícia local. A ONG e diversos movimentos internacionais denunciaram a operação como uma violação do direito humanitário.
Itamaraty condena detenção e cobra explicações
O Ministério das Relações Exteriores do Brasil condenou a detenção dos brasileiros envolvidos na missão humanitária. Em nota oficial, o Itamaraty reforçou que acompanha a situação de perto e exige garantias de integridade física e tratamento digno para os cidadãos presos pelas autoridades israelenses.
Perguntas & Respostas
Era um grupo de barcos com ajuda humanitária tentando romper o bloqueio marítimo à Gaza.
Sim. Pelo menos 12 brasileiros estão entre os mais de 400 detidos.
O Itamaraty condenou as detenções e exigiu garantias de segurança para os brasileiros.