A vitória do São Paulo por 2 a 1 sobre o Internacional, pela 18ª rodada do Brasileirão, rendeu mais que três pontos. O zagueiro equatoriano Arboleda, autor de um dos gols, provocou o ex-jogador Muller, ídolo do Tricolor, ao publicar uma imagem ao lado de companheiros estrangeiros com a legenda: “Os gringos, um pior que o outro. Palhaço”. A postagem foi uma resposta direta à crítica feita por Muller dias antes.
📲 Arboleda, em resposta ao ex-jogador Muller. pic.twitter.com/edfbQhSiEG
— Gabriel Sá (@OGabrielSa) August 4, 2025
Bastidores da polêmica
Durante uma entrevista, Muller afirmou que o elenco do São Paulo conta com “nove estrangeiros, um pior que o outro”, o que gerou forte repercussão entre torcedores e jogadores. Arboleda, que está no clube desde 2017 e soma 337 jogos, decidiu rebater em campo e nas redes sociais. Com o gol marcado contra o Inter, ele se firmou ainda mais como um dos estrangeiros com mais partidas na história do clube, atrás apenas de ícones como Pedro Rocha, Darío Pereyra e José Poy.
Estrangeiros em alta, mas criticados
Hoje, o São Paulo tem nove jogadores nascidos fora do Brasil. A maioria é sul-americana, como Calleri e Dinenno, que dividem o ataque. Cédric Soares, de Portugal, é o único europeu. Mesmo com a presença constante no time titular e participações importantes, os estrangeiros seguem sendo alvos de parte da crítica, especialmente por não representarem a identidade histórica do clube segundo alguns torcedores.
Identidade ou rendimento?
A fala de Muller escancarou um debate recorrente no futebol brasileiro: o peso da origem diante do desempenho em campo. Com o time vencendo e os estrangeiros entregando resultado, Arboleda parece ter encontrado uma forma direta de responder: jogando — e marcando.
Perguntas e respostas:
A provocação foi direta, mas refletiu o clima criado pela crítica pública.
Sim, desde que o equilíbrio entre formação e contratação seja mantido.
Em parte. Muitos torcedores hoje priorizam desempenho, não nacionalidade.

