Uma adolescente de 15 anos morreu em Brasília após sofrer complicações respiratórias severas, associadas ao uso de cigarro eletrônico. O caso reacendeu o alerta para a EVALI — uma lesão pulmonar grave ligada ao vape — e expôs novamente os riscos silenciosos desses dispositivos, muito populares entre jovens.
Adolescente morre em Brasília após uso de cigarro eletrônico e alerta para riscos do vape pic.twitter.com/kVzrRXkhmc
— O Matogrossense (@o_matogrossense) May 31, 2025
EVALI: a doença pulmonar associada ao vape
Médicos identificaram a EVALI nos Estados Unidos em 2019 logo após o surgimento de casos de lesão pulmonar grave. A doença provoca inflamações nos pulmões, dificuldades respiratórias severas e, em casos mais graves, pode levar à morte. Médicos explicam que muitos confundem tosse e falta de ar com infecções respiratórias. Sem diagnóstico e tratamento adequados, a condição evolui rapidamente, comprometendo funções vitais. No caso da adolescente em Brasília, o uso prolongado do dispositivo e a gravidade das lesões levaram à falência respiratória, mesmo com a assistência médica emergencial.
Especialistas alertam para o perigo do cigarro eletrônico
Apesar de muitos considerarem o vape uma alternativa “mais segura” ao cigarro tradicional, especialistas insistem que esses dispositivos carregam sérios riscos. Os cigarros eletrônicos liberam toxinas que inflamam e danificam gravemente as vias aéreas.
Em suma estudos recentes mostram que adolescentes e jovens adultos formam o grupo mais vulnerável, tanto pela popularidade dos dispositivos quanto pela falsa percepção de segurança promovida por campanhas de marketing. No Brasil, a venda de cigarros eletrônicos é proibida pela Anvisa desde 2009, mas o mercado paralelo e o fácil acesso pela internet tornam a fiscalização um desafio.
Aumento do consumo entre jovens preocupa autoridades
Sobretudo pesquisas apontam que o consumo de vape entre adolescentes tem crescido a passos largos. A facilidade de compra, a variedade de sabores e a publicidade disfarçada nas redes sociais contribuem para a banalização do uso. Autoridades de saúde reforçam a necessidade de campanhas de conscientização mais agressivas e políticas públicas que coíbam o acesso desses produtos. Por fim o caso em Brasília serve de alerta urgente: o uso de cigarros eletrônicos não é inofensivo e pode custar vidas, especialmente entre os mais jovens.
Perguntas frequentes:
Complicações respiratórias graves associadas ao uso de cigarro eletrônico.
Uma lesão pulmonar grave relacionada ao uso de produtos de vape.
Não, ele contém substâncias tóxicas que podem causar danos severos aos pulmões.
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