O prefeito eleito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), usou palavras duras para criticar a gestão de Emanuel Pinheiro (MDB) e a postura da Câmara Municipal em relação aos escândalos e problemas financeiros enfrentados pela capital. Durante a cerimônia de diplomação no Teatro Zulmira Canavarros, na última quarta-feira (18), Abilio classificou como “cúmplice” o papel do Legislativo na proteção do atual prefeito, mesmo após denúncias de corrupção e operações policiais.
Abilio Bruni critica dívida bilionária e proteção da Câmara a Emanuel Pinheiro pic.twitter.com/M3HXtXSN2O
— O Matogrossense (@o_matogrossense) December 19, 2024
Impunidade e dívida bilionária
Abílio destacou que Emanuel está deixando a Prefeitura com uma dívida que, segundo o Tribunal de Contas do Estado (TCE), ultrapassa R$ 1,2 bilhão, além de atrasos em pagamentos a empresas terceirizadas, especialmente na área da saúde. “Ele falou que não vai deixar nada na caixa e vai deixar uma dívida alta. Isso demonstra impunidade em todas as etapas do processo”, afirmou o futuro prefeito, mencionando as contas aprovadas pelo TCE, apesar de parecer inicial contrário.
“Ele foi protegido pela Câmara, protegido por todo o sistema, e está saindo tranquilo”, completou, referindo-se aos 19 pedidos de abertura de comissão processante rejeitados pela Câmara durante os oito anos de mandato de Emanuel. Muitos desses pedidos envolviam suspeitas de corrupção.
Contas de Emanuel e apoio no Legislativo
Abílio também criticou a intenção de parte dos vereadores de votar a favor das contas de Emanuel relativas a 2022 e 2023, ambas comprovadas recentemente pelo TCE. Em dezembro de 2023, o tribunal inicialmente recomendou a reprovação das contas de 2022, mas acatou recurso do prefeito e reverteu o parecer. No caso das contas de 2023, o parecer foi direto pela aprovação.
Agora, cabe à Câmara decidir se mantém ou derrubar os pareceres do TCE. Com maioria no Legislativo, Emanuel deve ver suas contas aprovadas.
Calotes e desafios para 2025
Abílio destacou o impacto dos calotes da gestão atual, principalmente em terceirizadas, que estão com até quatro meses de atraso nos pagamentos. “Emanuel deixou claro que não vai deixar um centavo no cofre. Como renegociar dívidas, especialmente da saúde, sem dinheiro na caixa?”, questionou o futuro prefeito, que já enfrentou o desafio de reestruturar a gestão municipal.
A dívida bilionária, o atraso nos pagamentos e a proteção da Câmara diante de denúncias de corrupção.
O TCE reverteu o que parecia inicial, e a Câmara decidirá se aprovará ou reprovará, com tendência de aprovação.
Renegociar dívidas, especialmente de saúde, sem recursos disponíveis no início de sua gestão.

