A Suíça confirmou o primeiro caso de hantavírus ligado ao surto registrado em um navio de cruzeiro que fazia a rota entre Argentina e Cabo Verde, onde ao menos três pessoas morreram.
A confirmação ocorreu após análises laboratoriais realizadas em Genebra, que identificaram uma cepa rara do vírus, aumentando a preocupação de autoridades de saúde.
Paciente segue internado e diagnóstico preocupa especialistas
O paciente, que esteve a bordo da embarcação durante a viagem, está internado no Hospital Universitário de Zurique.
Exames realizados por especialistas confirmaram a presença do hantavírus por meio de testes PCR. Segundo a médica Pauline Vetter, foi identificada a chamada “variante andina”, considerada rara e potencialmente mais grave.
Surto em navio acendeu alerta internacional
O caso está diretamente ligado ao navio MV Hondius, onde ocorreu o surto que resultou em mortes e vários casos suspeitos.
A situação chamou a atenção de autoridades sanitárias em diferentes países, principalmente pelo ambiente fechado da embarcação, que pode favorecer a disseminação de doenças.
OMS investiga possível transmissão entre humanos
A Organização Mundial da Saúde acompanha o caso e avalia a possibilidade, considerada rara, de transmissão entre pessoas durante a viagem.
Essa hipótese, caso confirmada, pode representar um novo nível de preocupação no controle da doença.
Autoridades descartam risco imediato à população
Apesar da confirmação, autoridades suíças afirmaram que não há risco imediato para a população em geral.
O hantavírus é geralmente transmitido por roedores, e a transmissão entre humanos é incomum e restrita a situações específicas.
Doença grave e com alta letalidade
O hantavírus pode provocar quadros graves e tem taxa de mortalidade que pode chegar a 46%, dependendo da cepa.
O surgimento de um caso ligado a um surto com mortes reforça o alerta global, embora ainda não haja indícios de uma pandemia.
Perguntas e respostas
A confirmação do primeiro caso na Suíça.
Sim, ele fazia parte da viagem onde ocorreu o surto.
Segundo autoridades, o risco é baixo no momento.
