Venezuelanos protestam em Brasília contra posse de Nicolás Maduro; veja vídeo

Na tarde desta quinta-feira, 9 de janeiro de 2025, venezuelanos organizaram um protesto na rodoviária do Plano Piloto, em Brasília. O grupo levantou cartazes, entoou gritos de ordem e chamou Nicolás Maduro de “ditador”. Então, a manifestação denunciou o processo eleitoral que garantiu a posse de Maduro para um terceiro mandato presidencial na Venezuela.

O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Venezuela, controlado por aliados de Nicolás Maduro, anunciou sua vitória nas eleições presidenciais de julho de 2024. O órgão não divulgou detalhes das atas eleitorais, o que gerou suspeitas de fraude. O principal candidato da oposição, Edmundo González, contestou o resultado, alegando ter obtido 67% dos votos. Países como Rússia e China apoiaram Maduro, enquanto os Estados Unidos e outras nações contestaram a legitimidade da eleição.

Maduro reprime críticos e intensifica prisões

Nicolás Maduro aumentou a repressão política antes de sua posse. As forças de segurança prenderam opositores e ativistas, incluindo a líder política María Corina Machado, que convocou protestos para o dia 9 de janeiro. As autoridades também detiveram Rafael Tudares, genro de Edmundo González, sob circunstâncias controversas. Assim, organizações internacionais, como a Comissão Interamericana de Direitos Humanos, condenaram essas ações, afirmando que a reeleição de Maduro carece de legitimidade democrática.

Brasil adota postura de distanciamento

O governo brasileiro, liderado por Luiz Inácio Lula da Silva, optou por não enviar representantes de alto escalão à posse de Maduro. Em vez disso, a embaixadora do Brasil em Caracas, Glivânia Maria de Oliveira, representará o país. A decisão reflete a exigência de maior transparência nas eleições venezuelanas. Enquanto isso, venezuelanos que vivem no Brasil continuam a protestar, como no ato de Brasília, para expor a crise política e humanitária em seu país.


Perguntas frequentes

Maduro é realmente um ditador?
Sim. Muitos críticos classificam Maduro assim devido à repressão política e à falta de transparência eleitoral.

As eleições de 2024 foram legítimas?
Não. Diversos indícios de fraude geraram desconfiança sobre os resultados.

O Brasil apoia Maduro?
Não exatamente. O Brasil mantém relações diplomáticas, mas cobra maior transparência no processo eleitoral venezuelano.