Major da Polícia Militar invade adega para atacar funcionário com enxada; veja vídeo

Na tarde de terça-feira (3/12), em Jacareí, interior de São Paulo, um major da Polícia Militar, Jorgio Baltazar de Jesus, do 38º Batalhão, invadiu uma adega e agrediu um funcionário com o cabo de uma enxada. O ataque durou mais de seis minutos, resultando em ferimentos no rosto e nas mãos da vítima, além da depredação do estabelecimento. A câmera de segurança registrou as agressões e os danos, e o vídeo rapidamente viralizou nas redes sociais, gerando indignação na população.

Cenas de terror: major da Polícia Militar ataca funcionário com enxada

As imagens gravadas pela câmera de segurança da adega mostram Baltazar chegando ao local, vestindo calça e regata pretas, e segurando o cabo de uma enxada. Em questão de segundos, ele começa a agredir o funcionário com o objeto, desferindo pauladas contra o rosto e as mãos da vítima. O major também depredou o local, quebrando diversas garrafas de vinho e danificando produtos expostos.

O ataque durou cerca de seis minutos e foi suficientemente violento para deixar o funcionário com ferimentos graves. As imagens, que captaram a ação de forma clara, geraram revolta entre os moradores da cidade e em todo o estado de São Paulo, destacando a gravidade da agressão cometida por um membro das forças de segurança pública.

O que provocou o ataque? Major alega motivo pessoal para a violência

Antes de invadir a adega, Baltazar fez uma ligação para a central do batalhão e afirmou que estava “muito alterado”. Na chamada, ele afirmou que iria até o local porque soubera que molestaram seu filho no estabelecimento no dia anterior. No entanto, a Polícia Militar ainda não confirmou a veracidade dessa alegação e investiga as circunstâncias do relato.

O ataque foi precedido de uma denúncia ao Centro de Operações da Polícia Militar (Copom), informando que um indivíduo estava danificando o local. Assim, quando a equipe policial chegou à adega, Baltazar já havia fugido, deixando para trás o rastro de destruição.

Major já havia feito ameaças anteriores ao local

Testemunhas relataram que Baltazar teve um desentendimento com o proprietário da adega no dia anterior ao ataque. O major teria ido até o estabelecimento em duas ocasiões nesse dia, procurando o dono, e proferido uma série de ameaças a uma funcionária. Então, em suas ameaças, Baltazar afirmou que o proprietário precisaria de um advogado, o que indicava um clima tenso e uma relação conturbada entre ele e o estabelecimento.

Esses desentendimentos anteriores, aliados à alegação de que seu filho teria sido molestado, podem ter contribuído para o comportamento explosivo do major. No entanto, as investigações ainda estão em andamento para esclarecer todos os detalhes desse caso.