Na última terça-feira (16), um jovem de 21 anos furtou um candelabro de bronze da Catedral de Nossa Senhora da Candelária, em Corumbá (MS). As câmeras de segurança da igreja gravaram o ato de desrespeito, e a divulgação das imagens na sexta-feira (19) ajudou a Polícia Civil a identificar o suspeito.
Para evitar chamar a atenção dos fiéis, o jovem removeu o boné antes de entrar na igreja, seguindo uma norma católica que considera desrespeitoso usar o acessório dentro do templo. O vídeo mostra o rapaz caminhando tranquilamente até o altar, onde furtou o candelabro de bronze e uma lâmpada que iluminava o Santíssimo, um objeto de grande valor religioso e histórico, visto que a catedral é tombada como patrimônio histórico de Mato Grosso do Sul.
O jovem saiu calmamente da igreja após cometer o furto, recolocando o boné apenas depois de cruzar a porta. A tranquilidade com que agiu durante e após o ato chamou a atenção dos investigadores, que usaram as imagens para rastrear o suspeito.
Identificação e recuperação dos itens
As câmeras de segurança da catedral desempenharam um papel crucial na resolução do caso. Com base nas imagens, a Polícia Civil identificou e localizou o jovem. Os policiais encontraram o candelabro de bronze e a lâmpada furtada na residência do suspeito.
A polícia levou o jovem para a delegacia, onde ele prestou depoimento. Apesar do flagrante das câmeras e da recuperação dos objetos furtados, a polícia o liberou, pois não houve flagrante delito no momento da abordagem. Assim, a investigação revelou que o suspeito possui um histórico criminal significativo, incluindo crimes de ameaça, roubo, receptação e ato obsceno.
A importância da segurança nas igrejas
O episódio na Catedral de Nossa Senhora da Candelária levanta questões importantes sobre a segurança em locais de culto e patrimônio histórico. A presença de câmeras de segurança foi decisiva para a resolução do caso, destacando a necessidade de sistemas de vigilância em locais públicos e religiosos para proteger não apenas os fiéis, mas também os bens históricos e religiosos.
A comunidade de Corumbá valorizou a recuperação dos itens furtados, que vê a catedral como um lugar de culto e um importante marco histórico e cultural da cidade.
Repercussões na comunidade
O furto na catedral gerou indignação entre os fiéis e moradores de Corumbá. Muitos expressaram sua revolta nas redes sociais e pediram medidas mais rigorosas para evitar futuros incidentes. A Arquidiocese de Corumbá emitiu uma nota de repúdio ao ocorrido. Por fim, destacando a importância de respeitar os locais sagrados e solicitando à comunidade que ajude a vigiar e proteger a catedral.
Portanto, a polícia reforçou a necessidade de colaboração da população na segurança pública, incentivando que qualquer atividade suspeita seja imediatamente reportada às autoridades.

