A Operação Telefone Sem Fio está sendo realizada neste domingo (19) na Avenida dos Trabalhadores, em Cuiabá. A ação tem como foco a retirada de cabos irregulares, abandonados ou fora das normas técnicas, considerados risco para pedestres, motoristas e para a rede elétrica.
Esta é a terceira fase da força-tarefa, coordenada pela Energisa Mato Grosso em parceria com a Prefeitura de Cuiabá. Participam da mobilização as secretarias municipais de Ordem Pública, Procon e Mobilidade Urbana e Segurança Pública.
Cabos soltos estão na mira da fiscalização
Segundo a Prefeitura, o problema de fios soltos e emaranhados se arrasta há anos. As ações de fiscalização foram intensificadas desde o ano passado, com novas operações em diferentes regiões da capital.
No primeiro trimestre deste ano, a força-tarefa alcançou 6.524 postes. No mesmo período, a força-tarefa recolheu mais de 8 toneladas de cabos entre janeiro e março.
A primeira etapa ocorreu em novembro, na Avenida das Palmeiras, no bairro Recanto dos Pássaros, com retirada superior a duas toneladas de materiais. Depois, a operação avançou para a Avenida Isaac Póvoas, na região central.
Consumidor terá suporte durante a ação
O Procon Municipal informou que estará disponível para atender consumidores que eventualmente fiquem sem serviços de telefonia durante a fiscalização.
Os consumidores podem acionar o atendimento pelo WhatsApp (65) 3324-9680, inclusive aos domingos, durante as operações.
Lei e multas reforçam cobrança
O trabalho conjunto entre Prefeitura, Câmara Municipal e Energisa resultou na Lei Complementar nº 599/2026. Pela norma, cabe à concessionária fiscalizar operadoras que utilizam postes, enquanto o Município acompanha a atuação da empresa.
Dados da Secretaria de Ordem Pública apontam 108 autos de infração, 35 notificações e 103 pareceres técnicos fiscais, além de outros registros de vistoria. Ao todo, o município informou já ter aplicado mais de R$ 600 mil em multas à concessionária Energisa.
Fios instalados sem autorização, abandonados ou fora das normas técnicas. Eles podem causar acidentes, poluição visual e riscos à rede elétrica.
A fiscalização envolve a Energisa, responsável pela estrutura dos postes, e a Prefeitura, que acompanha e cobra providências.
Site, aplicativo, telefone e WhatsApp são canais de denúncia da Energisa.

