Uma cobra da espécie caninana, com cerca de 1,2 metro, foi resgatada na manhã desta sexta-feira (17) em uma empresa agrícola localizada às margens da BR-070, no Distrito Industrial de Campo Verde (MT). Os bombeiros devolveram o animal ao habitat natural após o manejo.
O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) foi acionado. Funcionários da empresa já tinham contido a serpente quando a equipe chegou ao local.
Funcionários agiram antes da chegada dos bombeiros
Segundo o CBMMT, os trabalhadores conseguiram controlar a situação antes da chegada da equipe especializada. Em seguida, os militares realizaram o manejo seguro, utilizando técnicas e equipamentos adequados.
Os bombeiros encaminharam a cobra para uma área apropriada e a soltaram na natureza, sem registro de feridos.
Espécie não é venenosa, mas pode se defender
A caninana (Spilotes pullatus) figura entre as maiores serpentes do Brasil e pode ultrapassar 2,5 metros de comprimento. Apesar do porte, não é peçonhenta e não representa risco direto aos humanos.
Quando ameaçada, no entanto, pode adotar comportamento defensivo, como erguer a cabeça, achatar o pescoço e tentar atacar.
Importância ecológica e orientação às pessoas
A espécie ocorre em quase todos os biomas do país, exceto nos Pampas, e desempenha papel importante no equilíbrio ambiental. Sua alimentação inclui pequenos mamíferos, aves, anfíbios e até outras serpentes, inclusive venenosas.
O Corpo de Bombeiros orienta que a população não tente capturar animais silvestres por conta própria. Já a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) recomenda acionar a Polícia Militar ou os bombeiros em situações semelhantes.
Não. A caninana (Spilotes pullatus) não é peçonhenta e não possui veneno. Apesar disso, pode reagir de forma defensiva quando se sente ameaçada, podendo tentar morder.
A recomendação é não tentar capturar o animal. O ideal é acionar o Corpo de Bombeiros ou a Polícia Militar para realizar o resgate com segurança.
De forma geral, não. Mesmo sendo uma serpente de grande porte, ela não representa risco direto. Seu comportamento agressivo ocorre apenas em situações de ameaça.

