O médico Leopoldo Luque afirmou que não cometeu erro no atendimento a Diego Maradona durante audiência realizada nesta quinta-feira (16), no Tribunal Oral Criminal nº 7 de San Isidro, na Argentina. A Justiça retomou o julgamento na última terça-feira (14). Durante o depoimento, Luque disse: “Sou inocente, lamento muito sua morte”.
Justiça julga sete profissionais
A Justiça argentina julga sete integrantes da equipe médica de Maradona por homicídio culposo. Além de Luque, respondem ao processo uma psiquiatra, um psicólogo, médicos e profissionais de enfermagem. A legislação prevê penas de 8 a 25 anos de prisão em caso de condenação.
Médico contesta laudos
Luque apresentou documentos e estudos para contestar os laudos da acusação. Ele questionou o diagnóstico da autópsia, que apontou insuficiência cardíaca crônica agravada por falta de tratamento. Peritos da Promotoria afirmaram que Maradona não recebeu monitoramento adequado antes da morte. Luque negou essa versão e afirmou que não houve período de agonia.
Tribunal retoma caso após anulação
O tribunal anulou o julgamento anterior em maio de 2025 após questionamentos sobre a atuação de uma juíza. A corte identificou participação dela em um documentário sobre o caso durante o processo. A Justiça iniciou um novo julgamento neste mês.
Morte ocorreu em 2020
Diego Maradona morreu em novembro de 2020, aos 60 anos, durante recuperação de uma cirurgia cerebral. Exames apontaram infarto como causa da morte.
O médico Leopoldo Luque.
Sete integrantes da equipe médica.
Em novembro de 2020.
