A temporada da tainha em Santa Catarina, mais uma vez, impressiona pela fartura. Nesta terça-feira (24/6), pescadores da Praia de Cima, na enseada da Pinheira, em Palhoça (SC), conseguiram capturar 20.080 tainhas em dois grandes lanços. Vídeos mostram, de forma clara, redes repletas de peixes e a areia completamente coberta. Com isso, o fenômeno chama atenção tanto de moradores quanto de turistas.
Mais de 20 mil tainhas são capturadas em Santa Catarina, imagens circulam na web pic.twitter.com/avF31tVwQz
— O Matogrossense (@o_matogrossense) June 25, 2025
Comunidades preservam a tradição da pesca artesanal
Desde muito tempo, pescadores locais mantêm viva a tradição da pesca da tainha. A cada temporada, a atividade mobiliza gerações inteiras, que atuam de forma coordenada e estratégica. Além disso, a prática reforça o laço cultural da comunidade com o mar. Na semana anterior, por exemplo, os pescadores puxaram o maior lanço da safra até agora: mais de 50 mil peixes em um único arrasto. Isso comprova, portanto, a eficiência do modelo artesanal, que segue resistindo ao tempo.
Condições ideais explicam a abundância deste ano
Segundo especialistas, o mar mais frio favoreceu a formação de grandes cardumes. Além disso, o vento sul e as correntes marítimas criaram um ambiente ideal para o deslocamento das tainhas. De acordo com o grupo Informações da Pesca (IDP), os pescadores capturaram 4.612 peixes durante a madrugada e mais 15.468 pela manhã. Ou seja, a combinação de técnica e natureza proporcionou um dos dias mais produtivos da safra.
Fartura fortalece a economia e atrai visitantes
Não apenas os pescadores comemoram. Comerciantes locais, feirantes e restaurantes também se beneficiam com a abundância. Como resultado, o preço do peixe tende a cair, facilitando o consumo. Além disso, o espetáculo dos arrastos atrai turistas e fotógrafos, que ajudam a divulgar a cultura pesqueira catarinense. Assim, a pesca da tainha se fortalece como tradição, patrimônio cultural e motor econômico para a região.
Perguntas frequentes
A tainha migra em grandes grupos e tem forte valor cultural e econômico.
Eles observam o mar, usam binóculos e seguem o comportamento das aves.
Parte é congelada para venda posterior ou usada na produção de ovas.

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