A mobilização por uma nova Constituinte ganhou força após o deputado Kim Kataguiri afirmar que sua proposta recebeu novas assinaturas na Câmara Federal. O parlamentar, que publicou um apelo direto aos seguidores nas redes sociais, defende uma mudança completa no texto constitucional e sustenta que o Brasil precisa adotar medidas mais rigorosas contra o crime, incluindo prisão perpétua e pena de morte decididas por júri popular.
A iniciativa, no entanto, reacende discussões complexas sobre direitos fundamentais, segurança pública e os limites da própria Constituição. O tema rapidamente se espalhou pelas redes e dividiu opiniões em diferentes setores da sociedade.
Campanha por assinaturas movimenta base política e redes sociais
Em sua publicação, Kataguiri afirmou que faltam 101 assinaturas para que a proposta avance internamente. O deputado pediu que cidadãos pressionem, “de forma educada”, os parlamentares de suas regiões para aderir ao movimento. Segundo ele, o país vive sob uma “Constituição remendada”, e somente uma reescrita total poderia garantir reformas profundas.
A estratégia do deputado aposta no engajamento digital como motor de pressão política. Entretanto, especialistas em direito constitucional lembram que uma nova Constituinte não é convocada com facilidade — e que abrir o texto por completo pode gerar instabilidade institucional, pois todo o conjunto de direitos, garantias e estruturas do Estado estaria em jogo.
Pena de morte e prisão perpétua entram no debate público
O ponto mais controverso da proposta é a defesa aberta da pena de morte e da prisão perpétua, ambas proibidas pela Constituição vigente. Para Kataguiri, punições mais rígidas enviariam uma mensagem clara contra o avanço da criminalidade e colocariam fim ao cenário em que “cidadãos honestos se trancam em casa enquanto criminosos circulam impunes”.
Críticos da proposta argumentam que medidas extremas não garantem redução automática da violência e citam riscos como erros judiciais, seletividade penal e violações de direitos fundamentais. O debate também gira em torno da eficácia dessas penas em países que já as adotam, cujos resultados nem sempre correspondem à expectativa de queda nos índices criminais.
Polarização cresce e proposta deve enfrentar resistência no Congresso
Enquanto apoiadores celebram a iniciativa como oportunidade de “renovação total”, opositores veem riscos de retrocessos e alertam para ameaças ao estado democrático de direito. Dentro da Câmara, a proposta tende a enfrentar forte resistência, inclusive entre parlamentares conservadores que não defendem uma reformulação completa da Constituição.
A tendência é que o tema continue ocupando espaço no debate político, especialmente se o número de assinaturas se aproximar do necessário para iniciar uma tramitação formal.
Perguntas frequentes
O Brasil pode convocar uma nova Constituinte?
Sim, mas isso exige amplo apoio político e implica reabrir toda a Constituição.
Pena de morte poderia ser incluída em uma nova Constituição?
Somente se um novo texto constitucional fosse aprovado, já que a atual proíbe a prática.
A proposta de Kataguiri tem apoio suficiente?
Ainda não. Segundo o deputado, mais de cem assinaturas precisam ser conquistadas.










